O Bullying Pára Aqui
Foi com imenso prazer que a psicóloga Dra. Carolina Violas participou numa sessão de educação parental sobre a prevenção de bullying dinamizada pelo projeto E-MIEV da Câmara Municipal de Valongo, tendo esta falado sobre a importância desta temática na educação especial, uma das áreas onde trabalha neste contexto escolar.
22º Congresso Nacional de Pediatria
Este ano, a Dra. Carolina Violas, psicóloga clínica e escolar, participa no 22º Congresso Nacional de Pediatria, que se realiza de 26 a 28 de outubro de 2022, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto.
MBSR - Mindfulness Based Stress Reduction
Foi com grande prazer que a Dra. Carolina Violas participou no primeiro programa de Mindfulness Based Stress Reduction - MBSR concedido pela Câmara Municipal de Valongo aos profissionais de educação. Sem dúvida uma ferramenta valiosa!
As Crianças e a Pandemia
Como é que as nossas crianças estão a ser afetadas pela pandemia?
Um dos sintomas mais claro é o medo, muitas vezes verbalizado numa insegurança
do amanhã, numa noite mal dormida, num sem número de questões, numa regressão ao
quarto dos pais, pois o medo de dormir sozinho voltou. Há o medo da morte e a
sensação da morte transmitida por aqueles de que gostam tanto, num sentido de
aviso e precaução que lhes aumenta o medo pois sabem que não controlam o
imprevisto.
Quais as dicas que podemos dar aos pais?
Seja um modelo Explique o distanciamento emocional Concentre-se no positivo
Monitorize a exposição à televisão, internet e redes sociais Dissipe informações
imprecisas Reconheça as preocupações da criança e valide Converse sobre os seus
medos Aprenda técnicas de respiração e relaxamento e faça com ela Utilize a arte
e o desporto como técnica de expressão emocional ou forma de relaxamento Tente
normalizar sempre que puder o que estamos a viver
Não se preocupe! A maioria das crianças irá responder de forma adaptativa ao
stress associado à pandemia.
Como gerir o stress no trabalho?
Existem várias fontes de stress no dia a dia no trabalho e desta forma sugerimos algumas formas de lidar com essas situações.
Sinais de stress e ansiedade
Depois de analisarmos as causas, como podemos detetar que estamos com uma taxa de ansiedade elevada ou acima do normal? Existem sintomas que ficam fora de controle e pode ser altura de fazer algumas mudanças no dia-a-dia.
Depois de analisarmos as causas, como podemos detetar que estamos com uma taxa de ansiedade elevada ou acima do normal? Existem sintomas que ficam fora de controle e pode ser altura de fazer algumas mudanças no dia-a-dia.
Os principais sintomas de stress:
Suar
Tensão alta
Palpitações cardíacas
Tonturas
Dificuldade em dormir
Irritação
Sistema imunitário em baixo
Principais sintomas de ansiedade:
Sentir deprimido
Apatia e perda de interesse no trabalho
Problemas em dormir
Fatiga
Problemas em concentrar
Tensão muscular
Dores de cabeça
Problemas de barriga
Consumo elevado de álcool
Principais sintomas de ansiedade:
Sentir deprimido
Apatia e perda de interesse no trabalho
Problemas em dormir
Fatiga
Problemas em concentrar
Tensão muscular
Dores de cabeça
Problemas de barriga
Consumo elevado de álcool
Como lidar com o stress:
Existem algumas formas de lidar com o stress e a ansiedade causados no trabalho. Pode também optar por consultar um médico e perceber o que ele recomenda para os seus sintomas específicos.
Cuide de si:
Alimente-se bem
Faça pausas regulares durante o dia
Aprenda a dizer “não”
Delegue tarefas
Faça férias
Evite o perfeccionismo e seja prático
Relacione-se com outras pessoas
Como as empresas podem evitar o desgaste dos colaboradores:
Fazer reuniões regulares para perceber como os colaboradores se sentem
Realizar mudanças caso identifiquem pontos de stress comuns no trabalho
Encorajar pausas e férias como parte da cultura da empresa
Organizar eventos de meditação e team building para os colaboradores
Atualmente, é também necessário investir na saúde mental dos seus colaboradores para que estes possam estar no máximo da sua produtividade, enquanto estão a trabalhar.
Realizar mudanças caso identifiquem pontos de stress comuns no trabalho
Encorajar pausas e férias como parte da cultura da empresa
Organizar eventos de meditação e team building para os colaboradores
Atualmente, é também necessário investir na saúde mental dos seus colaboradores para que estes possam estar no máximo da sua produtividade, enquanto estão a trabalhar.
Inspiring Career Camp
Hoje participamos pela primeira vez no Inspiring Career Camp com a dinamização da psicóloga Dra. Carolina Violas com os alunos das escolas de Ovar num projeto de educação e carreira, com parceria da Câmara Municipal de Ovar.
A Ansiedade
COMO É SENTIDA?
1.
através da nossa forma de pensar,
no sentido em que os nossos pensamentos podem já estar viciados, tal qual um
dado num jogo de tabuleiro, vendo perigo em situações que não representam
ameaças; a preocupação é também um elemento fundamental, tida como uma “cadeia
sem fim de pensamentos ansiosos contínuos e repetitivos” considerando algo de
mau que pode vir a acontecer;
2.
através das nossas emoções, que envolvem
sentimentos como medo, nervosismo ou apreensão, mas também a sensação de
vergonha pelo facto de nos sentirmos ansiosos; na equação entra ainda a
frustração, quando a ansiedade nos impede de fazer algo, ou a tristeza e
desânimo quando esta se torna constante;
3.
através da reação física, que
passa por um ritmo cardíaco mais acelerado, aperto no peito e respiração
superficial, músculos tensos, tonturas ou fraquezas, calor e um certo
desligamento do que se passa em nosso redor; outros sintomas incluem dores de
cabeça, agitação, suor e cansaço;
4.
através do nosso comportamento,
que inclui evitar situações com potencial para desencadear ansiedade, procurar
a perfeição ou ser-se excessivamente controlador em relação a si e aos outros
que o rodeiam.
COMO
REDUZIR A ANSIEDADE?
Algumas estratégias entram na categoria de estratégias
fisiológicas, onde se incluem as seguintes propostas:
·
exercício físico, sendo que a sua prática regular é capaz de aliviar
os sintomas depressivos e baixar os níveis de irritabilidade; os autores do
livro sugerem 20 a 30 minutos de exercício de intensidade moderada três ou
quatro vezes por semana;
·
relaxamento muscular
progressivo, que ajuda a diminuir a tensão arterial
e o batimento cardíaco, além de reduzir os níveis de cortisol e o cansaço e
melhorar os ciclos de sono;
· respiração (treino), que pode não ser eficaz para todos os tipos de
transtornos, mas é uma boa ajuda para quem sofre de TAG; esta é uma estratégia
de rotina e, tal como o exercício físico, deve ser regular;
·
atividades prazerosas, que “são uma boa ferramenta para usar contra a
ansiedade, pois ajudam-no a cuidar de si e grande parte das vezes reduzem as
reações físicas que sustentam a preocupação e a ansiedade”.
O
QUE NÃO POSSO FAZER?
Isolar-se está fora de questão: além de ficar sem apoio, o facto de estar sozinho
faz com que seja especialmente difícil ver as coisas em perspetiva. Na verdade,
estar com outras pessoas permite ficar a par de pontos de vista à partida menos
negativos do que o seu. E não, pensar em demasia nas coisas não é forma de
aliviar a ansiedade, bem pelo contrário.
Outra coisa a evitar é consumo de álcool (ou de
outras substâncias) para lidar com este tipo de problema. É que a sensação de diminuição
de stress é, nestes casos, passageira, sendo que o álcool abranda o
funcionamento do cérebro e do sistema nervoso mas não induz a uma boa noite de
sono.
Comer em demasia ou virar-se para doces e fast
food também está longe de ser solução — há inclusive vários estudos que relacionam o stress com o aumento de peso. E por falar em excessos, quando
estamos sob o efeito do stress, os nossos hábitos de consumo também podem ficar
descontrolados.
Bibliografia: Como viver sem ansiedade do Dr. Lee
Kannis- Dymand & Dra. Janet D. Carter
ORTHOSOMNIA
Tal como a vontade de querer ser o mais saudável possível pode dar origem a uma perturbação do comportamento alimentar – a ortorexia -, a preocupação em dormir as horas suficientes pode também trazer sérias consequências para a saúde.
De acordo com um artigo publicado recentemente no Journal of Clinical Sleep Medicine a utilização – quase que viciante – de aplicações móveis e pulseiras de monitorização de sono pode, na verdade, tirar o sono, surgindo a perturbação de sono que a ciência denomina de Orthosomnia - distúrbio de sono digital.
De acordo com um artigo publicado recentemente no Journal of Clinical Sleep Medicine a utilização – quase que viciante – de aplicações móveis e pulseiras de monitorização de sono pode, na verdade, tirar o sono, surgindo a perturbação de sono que a ciência denomina de Orthosomnia - distúrbio de sono digital.
Tendo em conta este estudo dos cientistas da Rush University Medical School e da Feinberg School of Medicine nos Estados Unidos, que avaliaram três casos reais, os resultados mostraram que a tentativa de controlar o que se dorme não só causa stress (algo que, por si só, tira o sono), como afeta o bem-estar geral das pessoas.
Os investigadores informam que ainda não há base científica que comprove a eficácia destes wearables e aplicações móveis.
Num dos casos em análise, o paciente sentia-se stressado porque a aplicação dizia que nunca dormia as 8 horas diárias recomendadas e mesmo quando o sono tinha sido revigorante sentia-se com os mesmos níveis de ansiedade.
Para os cientistas, a tentativa de tornar o sono em algo quantificável em nada contribui para a nossa saúde e pode mesmo causar episódios recorrentes de insónia – patologia que, a longo prazo, pode causar sérios danos na nossa saúde mental.
Os investigadores informam que ainda não há base científica que comprove a eficácia destes wearables e aplicações móveis.
Num dos casos em análise, o paciente sentia-se stressado porque a aplicação dizia que nunca dormia as 8 horas diárias recomendadas e mesmo quando o sono tinha sido revigorante sentia-se com os mesmos níveis de ansiedade.
Para os cientistas, a tentativa de tornar o sono em algo quantificável em nada contribui para a nossa saúde e pode mesmo causar episódios recorrentes de insónia – patologia que, a longo prazo, pode causar sérios danos na nossa saúde mental.
No entanto, ressalvam que existe algo positivo nestes aparelhos, estes podem servir como gatilho para o diagnóstico de apneia do sono.
NOVA PARCERIA
É com imenso prazer que informamos os nossos clientes que o GRUPO SALVADOR CAETANO é nosso PARCEIRO!
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O que é o Achismo?
O que é o achismo? É a tendência em avaliar as situações segundo as próprias opiniões ou intenções, muitas vezes sem justificação.
Não há razoabilidade, não tem racionalidade, não tem qualquer base de sustentabilidade!!!! Esta ciência da quase certeza, que nunca a chega a ser, é completamente vazia de conteúdo. Se é perigosa em qualquer contexto, no mundo organizacional ainda mais. Muitos empresários definem o caminho e a estratégia da empresa do seguinte modo:“Acho que deveríamos internacionalizar.”;“Acho que deveríamos apostar na inovação.”;“Acho que deveríamos focar no cliente.”;“Acho que deveríamos crescer.”
E o que está errado?
Como se pode ter sucesso se “acha” que o caminho a seguir é por “ali”? Imagine que tem uma empresa, junta a sua equipa, para comunicar a visão, a missão bem como a estratégia a implementar para alcançar os diversos objetivos e começa a reunião, transmitindo à equipa que acha que “esta” deve ser a visão e missão e que acha que a estratégia, ou seja, o caminho a seguir, deve ser por “ali”.
O que pensará a sua equipa?
“Ele, o nosso líder, “acha”…, ele não acredita, ele não confia…”.
Acho... uma palavra que encerra em si mesma tanta incerteza, descrédito e falta de confiança, como pode ser utilizada por um líder?
É muito simples mudar. Para começar, treine e comece a deixar o achismo para trás e comunique com confiança usando “vamos”, "temos", "acredito", “queremos”.
Em qualquer negócio, o achismo é um passo para o insucesso e percebemos porquê, certo?
Nos dias de hoje, com uma economia global altamente competitiva nos diversos ramos de atividade, o achismo não se compadece com uma organização moderna que pretenda conquistar o mercado ou novos mercados.
Infelizmente, este tipo de liderança e gestão é mais comum do que imaginamos. É difícil encontrar empresas que tenham a boa prática de definir, com clareza, a sua visão e missão, bem como a sua estratégia empresarial.
Muitas vezes ouvirmos “O que não é medido não é gerido”. É algo transversal nas empresas e na nossa vida em particular. Se quer atingir um objetivo, não basta defini-lo, tem que ter um plano de execução do mesmo, com tarefas ordenadas, datas de início e de conclusão, responsáveis definidos e um sistema de medição que ateste a boa implementação e execução do processo.
Fica a dica para aumentar os níveis de motivação dos seus colaboradores.
Referência: http://blog.ihavethepower.net/desenvolvimento-de-negocios/achismo-achologia-ciencia-quase-certeza/
Felicidade no Trabalho
Quer um local de trabalho mais produtivo? Experimente um pouco de felicidade.
Hoje em dia, qualquer organização tem que lidar com variadas complexidades no local de trabalho: várias gerações a trabalharem lado a lado, mudanças tecnológicas e de postos de trabalho, criar uma cultura organizacional que permita atrair novos talentos, promover a inovação e internacionalização, impulsionar a performance financeira e criar um ambiente de trabalho bom o suficiente para que os atuais colaboradores sejam retidos durante muito tempo.
O estudo da consultora mostra que para 70% dos colaboradores a nível global a felicidade no local de trabalho é o melhor ingrediente para uma experiência de trabalho única.
Para além disso 90% dos inquiridos nos EUA acham que deveria existir um "chief happiness officer", alguém que na organização se dedicasse 100% ao bem-estar dos colaboradores. 60% dos inquiridos admiten ainda que querem sentir-se mais envolvidos no seu local de trabalho.
Mas afinal como é que se consegue criar um ambiente de trabalho mais feliz para ter uma equipa mais produtiva?
Equilíbrio
Esta tem sido, provavelmente, a palavra mais utilizada na última década quando o tema é recursos humanos e bem-estar no trabalho. Mas não a podemos mais ignorar. Estamos sempre ligados a emails, chamadas telefónicas e notificações das redes sociais a toda a hora e em qualquer lugar. Mas quando é que estar sempre ligado se torna prejudicial para o colaborador e para o negócio?
Meio caminho andado para ter um local de trabalho mais feliz é ter uma equipa feliz. E para se conseguir isso deve-se promover um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos colaboradores.
Empowerment
Um colaborador que sente que tem importância e que as suas ações podem mudar o rumo da empresa para melhor, é sem dúvida um colaborador mais feliz. Se tem confiança na equipa que contratou, permita-lhe que seja mais autónoma. Estabeleça objetivos e conseguirá assim dar autonomia à sua equipa sem sentir que está a perder o leme.
Oiça e aja quando necessário
Alguns dos maiores conflitos organizacionais são criados por ruídos de comunicação, designadas as falhas de comunicação. Crie processos que permitam aos seus colaboradores comunicar de forma aberta e faça questão de ouvir aquilo que têm para lhe dizer. Mas a comunicação não é tudo. Na verdade é apenas uma parte da batalha. É importante que tome ações em relação aquilo que ouve dos seus colaboradores.
Em conclusão: a felicidade é o ponto de partida para maior produtividade.
Referência: Estudo "Workplace powered by Human Experience" da consultora JLL.
Em conclusão: a felicidade é o ponto de partida para maior produtividade.
Referência: Estudo "Workplace powered by Human Experience" da consultora JLL.
DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL
Sabia que...?
A Ordem dos Psicólogos Portugueses apurou que:
- 20 milhões de embalagens de psicofármacos vendidas em Portugal em 2016
O registo de utentes com problemas de saúde mental nos centros de saúde mostra um padrão de aumento progressivo, comum às cinco regiões de saúde de Portugal continental, com predomínio de perturbações depressivas, seguidas de perturbações da ansiedade, sem que tenham sido implementadas estratégias de combate a esta realidade, nomeadamente no âmbito da prevenção, rastreio e intervenção precoce (mais barata e eficaz) em sede de cuidados de saúde primários, onde os psicólogos são fundamentais.
O registo de utentes com problemas de saúde mental nos centros de saúde mostra um padrão de aumento progressivo, comum às cinco regiões de saúde de Portugal continental, com predomínio de perturbações depressivas, seguidas de perturbações da ansiedade, sem que tenham sido implementadas estratégias de combate a esta realidade, nomeadamente no âmbito da prevenção, rastreio e intervenção precoce (mais barata e eficaz) em sede de cuidados de saúde primários, onde os psicólogos são fundamentais.
- Portugueses gastaram 216 milhões de euros em psicofármacos em 2016
O encargo do SNS na comparticipação dos psicofármacos em 2016 foi de 122 milhões de euros (56% do valor gasto). A falta de estratégia e de intervenção concertada leva ao aumento significativo do consumo de psicofármacos e aos gastos exorbitantes com estes medicamentos, que apenas promovem a redução de sintomas.
O encargo do SNS na comparticipação dos psicofármacos em 2016 foi de 122 milhões de euros (56% do valor gasto). A falta de estratégia e de intervenção concertada leva ao aumento significativo do consumo de psicofármacos e aos gastos exorbitantes com estes medicamentos, que apenas promovem a redução de sintomas.
- Acontecem em média 3 suicídios por dia (confirmados)
Testemunham-se anualmente mais de 1.000 suicídios confirmados, parte deles, certamente, de pessoas com perturbações mentais.
Testemunham-se anualmente mais de 1.000 suicídios confirmados, parte deles, certamente, de pessoas com perturbações mentais.
- Parte significativa de pessoas com necessidade não recebe cuidados de saúde mental adequados
64,9% de pessoas com perturbações mentais moderadas e 33,6% de pessoas com perturbações graves não recebe cuidados de saúde mental adequados. Este é um dado demonstrativo da injustiça social – contrário aos princípios do SNS. É fundamental garantir o acesso das pessoas aos serviços de Psicologia, através de mais psicólogos nos diferentes níveis de cuidado.
64,9% de pessoas com perturbações mentais moderadas e 33,6% de pessoas com perturbações graves não recebe cuidados de saúde mental adequados. Este é um dado demonstrativo da injustiça social – contrário aos princípios do SNS. É fundamental garantir o acesso das pessoas aos serviços de Psicologia, através de mais psicólogos nos diferentes níveis de cuidado.
- Aumento de perturbações mentais na população portuguesa
Elevada prevalência anual de perturbações mentais (22,9%), com predomínio para as perturbações da ansiedade (16,5%) e do humor (7,9%).
Elevada prevalência anual de perturbações mentais (22,9%), com predomínio para as perturbações da ansiedade (16,5%) e do humor (7,9%).
Referência: Estudo da Ordem dos Psicólogos Portugueses
Meditação para Adultos
“…as crianças são cópias fiéis dos adultos com quem convivem.” (Isabel Leal, 2015)
Para que a técnica de meditação entre na vida de um adulto com objetividade e sucesso, é necessário antes demais que haja uma prática regular, ou seja, alguns momentos todos os dias (Leal, 2015). O ideal é logo pela manhã entre 5 a 20 minutos (Leal, 2015).
É importante que os mais velhos pratiquem relaxamento e meditação todos os dias para que haja treino e expansão da consciência (Leal, 2015). Ensinar os mais pequenos a praticar meditação é antes de mais dar o exemplo (Leal, 2015). A meditação é uma técnica que deve ser treinada para começarmos a ver resultados (Leal, 2015). Esta ferramenta permite conhecermo-nos melhor e mais profundamente (Leal, 2015). A mente com o tempo torna-se mais disciplinada, o ser mais calmo e há um reflexo imediato no bem-estar e na saúde (Leal, 2015).
Alguns estudos indicam que apenas utilizamos 10% das nossas capacidades, havendo 90% que ainda não está explicado (Leal, 2015).
As pessoas que não praticam meditação, podem achar uma perda de tempo e um incómodo para o corpo, pois não sabem o que fazer e como lidar com os incómodos físicos, por vezes é-lhes difícil pois a irrequietude da mente traz a impaciência e a irrequietude física (Leal, 2015).
A mente também é um continum de energia, processa pensamentos, conhecimento e informação e não pode ser paradas mas é fundamental ser disciplinada e educada (Leal, 2015).
Com rigor e método, aos poucos a meditação leva-nos ao encontro da tranquilidade e paz, em que existem momentos de silêncio que nos permitem observar o que se passa na mente (Leal, 2015).
Eis algumas das questões que deve fazer quando medita: “Que tipo de relação a mente mantem com tudo o que a rodeia? Quais os pensamentos diários? O que pensa de si mesmo? Como resolve as suas dúvidas? Que tipo de relacionamentos mantém? Que objetivos gostaria de alcançar? É feliz?” (citando Isabel Leal, 2015, pág. 18).
Para constatar mudanças deve ter um caderno de registos (Leal, 2015). Todas as experiências sejam elas vistas, ouvidas ou sentidas durante os momentos de meditação devem ser anotados (Leal, 2015).
Através da meditação é possível compreender o potencial, a força, a concentração, a vocação, a missão e tomar decisões mais conscientes sobre o futuro (Leal, 2015). Quanto mais praticamos a meditação mais podemos descobrir sobre nós, os que nos rodeiam e como agir com bom coração (Leal, 2015). A utilização do coração em pleno só ocorre quando a consciência para o fazer estiver desenvolvida (Leal, 2015).
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
Bibliografia: Meditação e Relaxamento para Crianças de Isabel Leal
Meditação e Relaxamento para Crianças
O relaxamento e a meditação são práticas simples, naturais, eficazes, promotoras de saúde, equilíbrio, pacificação e bem-estar (Leal, 2015). A meditação é uma excelente ferramenta para promover o autoconhecimento e desenvolver o equilíbrio (Leal, 2015). Estas práticas podem ser utilizadas em casa, na escola, em hospitais e clinicas ou infantários.
A Europa não tem raiz cultural e hereditária na utilização destas técnicas (Leal, 2015). Os ensinamentos sobre relaxamento e meditação assentam sobretudo na postura corporal, respiração, foco, concentração e música (Leal, 2015).
Quando falamos em meditação, a imagem que nos vem à mente é a posição de lótus, ou seja, a posição em que o individuo está sentado de pernas cruzadas, as mãos colocadas sobre o regaço em mudra e com os olhos fechados (Leal, 2015). Na verdade, esta pode ser realizada a andar, a cozinhar, sentado ou deitado (Leal, 2015). Também é possível meditar de olhos abertos, embora tal exija maior concentração e por esse motivo apenas praticantes avançados o fazem (Leal, 2015).
Um dos benefícios da prática de meditação a partir de tenra idade é oferecer momentos de clareza mental, ajudar a perceber qual o rumo a seguir, o que estudar, com quem casar, em que país viver, em que área social ajudar, que hobbies ter e quais os momentos de criatividade que permitem bem-estar e plenitude (Leal, 2015). Este tipo de técnicas realizadas de forma regular colocam qualquer ser humano em íntima união com os seus sentimentos e com o seu propósito de vida (Leal, 2015).
Hoje em dia, há estudos científicos que comprovam que o relaxamento e a meditação melhoram as componentes de atenção, a capacidade de definir prioridades, a organização de tarefas e a persecução de objetivos estabelecidos (Leal, 2015).
Os médicos recomendam cada vez mais a prática do relaxamento e da meditação, pois é uma forma genuína de reduzir o stresse, manter o foco, desenvolver capacidades mentais e até na prevenção de doenças (Leal, 2015).
Quais são os benefícios que pode esperar do relaxamento e da meditação? (Leal, 2015)
· Autodisciplina
· Autoestima
· Autoafirmação
· Paz interior
· Poder pessoal
· Criatividade
· Gestão de stresse
· Gestão emocional
· Foco
· Melhoria das condições de sono
· Amplitude da consciência
· Equilíbrio na hiperatividade e no défice de atenção
· Gestão de expectativas
· Relações familiares saudáveis
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
A Europa não tem raiz cultural e hereditária na utilização destas técnicas (Leal, 2015). Os ensinamentos sobre relaxamento e meditação assentam sobretudo na postura corporal, respiração, foco, concentração e música (Leal, 2015).
Quando falamos em meditação, a imagem que nos vem à mente é a posição de lótus, ou seja, a posição em que o individuo está sentado de pernas cruzadas, as mãos colocadas sobre o regaço em mudra e com os olhos fechados (Leal, 2015). Na verdade, esta pode ser realizada a andar, a cozinhar, sentado ou deitado (Leal, 2015). Também é possível meditar de olhos abertos, embora tal exija maior concentração e por esse motivo apenas praticantes avançados o fazem (Leal, 2015).
Um dos benefícios da prática de meditação a partir de tenra idade é oferecer momentos de clareza mental, ajudar a perceber qual o rumo a seguir, o que estudar, com quem casar, em que país viver, em que área social ajudar, que hobbies ter e quais os momentos de criatividade que permitem bem-estar e plenitude (Leal, 2015). Este tipo de técnicas realizadas de forma regular colocam qualquer ser humano em íntima união com os seus sentimentos e com o seu propósito de vida (Leal, 2015).
Hoje em dia, há estudos científicos que comprovam que o relaxamento e a meditação melhoram as componentes de atenção, a capacidade de definir prioridades, a organização de tarefas e a persecução de objetivos estabelecidos (Leal, 2015).
Os médicos recomendam cada vez mais a prática do relaxamento e da meditação, pois é uma forma genuína de reduzir o stresse, manter o foco, desenvolver capacidades mentais e até na prevenção de doenças (Leal, 2015).
Quais são os benefícios que pode esperar do relaxamento e da meditação? (Leal, 2015)
· Autodisciplina
· Autoestima
· Autoafirmação
· Paz interior
· Poder pessoal
· Criatividade
· Gestão de stresse
· Gestão emocional
· Foco
· Melhoria das condições de sono
· Amplitude da consciência
· Equilíbrio na hiperatividade e no défice de atenção
· Gestão de expectativas
· Relações familiares saudáveis
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
Bibliografia: Meditação para Crianças
de Isabel Leal
Ansiedade de Separação
“Mãe, fica comigo!”
O medo e a ansiedade fazem parte do desenvolvimento e como afirma Bowlby, a Ansiedade de Separação é uma sequência normal do desenvolvimento da criança, uma necessidade vital para o ser humano.
Mas então, o que sentem as crianças com Ansiedade de Separação?
O que separa o normal do patológico?
Que atividades e estratégias poderão ser implementadas?
As crianças que têm Ansiedade de Separação sentem-se sozinhas na ausência das suas figuras de referência. Mas então, o que é que isto significa? Significa que é preciso que a criança tenha a representação mental dos seus pais, que os consiga imaginar, sentir a sua presença, quando eles, por alguma razão, têm de se ausentar fisicamente. Mas, para que a criança adquira esta representação mental, é preciso que os laços afetivos, o apego que vai construindo (a sua vinculação) seja feito de uma forma segura, utilizando as figuras de referência (principalmente a mãe) como base segura a partir da qual exploram o meio.
A simples presença do medo de separar-se da mãe, pai ou qualquer outra figura de forte ligação afetiva não é necessariamente sinal de patologia emocional, pelo contrário, faz parte do desenvolvimento infantil. No entanto, a Ansiedade de Separação só se torna numa perturbação quando as reações de medo e de ansiedade perante a separação de uma das figuras de forte ligação ou perspetiva de separação da mesma, passam a comprometer a adaptação e o desenvolvimento infantil, em função do estádio em que se encontra. Isto significa, que nos devemos preocupar quando a criança tiver medos persistentes e excessivos; quando os sintomas provocam mal-estar considerável à criança/família; quando estas manifestações interferem com a sua capacidade de desempenho ou envolvimento em contextos/tarefas que a criança evita ou enfrenta com muito sofrimento; quando algumas queixas se mantêm, sem a existência de uma causa médica.
O que é então a Perturbação da Ansiedade de Separação?
Esta perturbação caracteriza-se pelo medo e angústia excessiva e intensa perante a separação ou a ideia de separação das figuras de referência, podendo traduzir-se em dificuldades em adormecer (pesadelos), medo de ficar sozinha, dificuldades de interação social e recusa em ir à escola. São crianças que estão constantemente e excessivamente a necessitar de atenção. Porém, para que esta ansiedade seja considerada uma perturbação, ela deve interferir no funcionamento da vida diária da criança, repercutindo negativamente também na rotina e bem-estar dos seus cuidadores.
O DSM-IV estabelece uma série de critérios para o diagnóstico da Perturbação de Ansiedade de Separação. Pelo menos três critérios devem estar presentes em relação ao afastamento de casa ou dos pais. Dentro dos sintomas estão o sofrimento excessivo e recorrente diante da ocorrência ou iminência de afastamento; preocupações persistentes e excessivas acerca de perigos envolvendo os pais ou a si mesmo; recusa ou resistência a ir desacompanhado para a escola ou outros locais; temor em ficar sozinho em casa; preocupação persistente e excessiva acerca de perder ou sobre possíveis perigos envolvendo as figuras de apego; medo excessivo de que um evento indesejado ocasione a separação das pessoas com quem se vincula (como perder-se ou ser sequestrado); repetidas queixas de sintomas somáticos (sintomas sem comprovação médica, como dores de cabeça e abdominais) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista; pesadelos repetidos envolvendo a possibilidade de separação e relutância ou recusa persistente a ir dormir sem a presença de uma figura de vinculação.
Outros critérios relevantes são o prejuízo funcional e significativo em áreas da vida da criança (como o escolar e o social), a duração dos sintomas de pelo menos quatro semanas e que ele não ocorra durante outras psicopatologias.
Diante da ocorrência ou previsão de afastamento dos pais ou das figuras de vinculação, a criança com esta perturbação tende a apresentar um medo irreal de que algo muito mau aconteça com eles ou com os seus pais que impediria o reencontro com eles. Os medos mais frequentes são ferimentos graves, morte e rapto, que podem suceder até mesmo durante o sono, perturbando-a. Ao mesmo tempo, as crianças tendem a seguir e perseguir os pais dentro de casa, recusam-se a dormir sozinhas ou a saírem de casa desacompanhadas. Muitas vezes, diante da separação dos pais ou na antecipação da mesma, sentem uma saudade sufocante que ocasionam sintomas corporais como dores de cabeça, náuseas e dores de barriga.
Como pai ou mãe o que posso fazer?
Deve:
· Construir um espaço seguro, agradável e acolhedor, que deverá ser o quarto da criança;
· Ter uma disponibilidade afetiva e corporal para a criança;
· Proporcionar à criança objetos, que lhe transmitam segurança;
· Utilizar constantemente o reforço positivo;
· Estimular a sua capacidade de iniciativa e atitude crítica, através de elogios, propostas de atividades e perguntas que promovam o seu diálogo;
· Aumentar o seu sentimento de segurança e autoconfiança, motivando-a nos seus interesses e proporcionando-lhe atividades que lhe dão prazer e onde tem um bom desempenho, intercalando com atividades em que tem mais dificuldades, mostrando-lhe que também é capaz de as realizar;
· Promover a socialização com os pares.
Também pode realizar algumas atividades com a criança que promovam o seu bem-estar. As atividades com as crianças que possuem Ansiedade de Separação devem ser dinâmicas e provocar uma maior autoestima e autoconfiança naquilo que fazem e no que são capazes de alcançar. Nesse sentido de melhorar o desenvolvimento da criança e da relação pais-filho deve utilizar atividades criativas e expressivas com a criança como a dramatização, mímicas, música, dança, jogos de construção, entre outros. Também deve ajudar a criança nas atividades de relaxamento como as técnicas de relaxamento de Jacobson para crianças e o treino da respiração.
Em conclusão, todos nós podemos ter medos, mas a duração, a intensidade e a frequência com que ocorrem é que determinam se é uma perturbação e, se assim for, será necessária a intervenção técnica especializada. Esta intervenção deve implicar a participação da família, de um psicólogo, dos educadores e das pessoas que cuidam diretamente da criança, devendo estar todos envolvidos desde o início do processo.
Neste sentido, a Escola de Afetos fornece consultas de avaliação psicológica e psicoterapia.
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
Os Pensamentos Negativos nos Atletas
Numa semana em que surgiu a notícia que um treinador dos melhores clubes de futebol do mundo recomendou a um dos seus atletas o acompanhamento psicológico para melhorar o seu rendimento desportivo, iremos de seguida refletir a influência dos pensamentos negativos no rendimento desportivo e a importância do psicólogo para ajudar os atletas nesta problemática.
O negativismo desencadeia pensamentos inapropriados, irracionais e contra-produtivos (Loehr, 1986). Estes canalizam a atenção para pensamentos erróneos e de dúvidas, estando estes ligados a baixos níveis de rendimento (Loehr, 1986).
Hoje em dia, a competição desportiva requer que os atletas façam uma avaliação sistemática do seu valor (Lázaro, et al., s.d.). Os atletas antes, durante e após a competição desenvolvem vários pensamentos (Lázaro, et al., s.d.). Estes pensamentos são de grande importância na medida em que não influenciam apenas a sua prestação (pensamentos antes e durante a prestação), mas também a forma como vão enfrentar o próximo treino ou competição (pensamentos pós-competitivos), tendo sempre em linha de conta o significado que concederam ao resultado presente da competição (Lázaro, et al., s.d.).
Saber controlar emoções negativas como o medo, a fúria, a frustração, o ressentimento e a raiva é preponderante para o sucesso desportivo (Fleury, 1998; Loehr, 1986). Os pensamentos negativos ou elevados níveis de energia negativa provocam tensão nos músculos, alteram o estado mental e a visão resultando num inapropriado tipo de foco mental (Loehr, 1986). Estar relaxado e concentrado é uma forma do atleta manter a energia negativa em valores mínimos (Loehr, 1986).
Os nossos pensamentos estão interligados com as nossas reações fisiológicas, as nossas expectativas e os nossos comportamentos (Cruz & Viana, 1996b). Torna-se fundamental saber até que ponto um atleta se condiciona a si próprio por acreditar que aquilo que pensa constitui a realidade, isto é, numa competição, não é a imagem de ser avaliado negativamente por milhões de espectadores que poderá influenciar as capacidades de um atleta e levá-lo a cometer o erro de falhar, mas sim o facto do atleta acreditar que todos os espectadores o estão a fazer (Cruz & Viana, 1996b).
Os pensamentos distorcidos e erróneos dos atletas com baixa autoconfiança levam a que estes desenvolvam sentimentos negativos e tenham uma execução deficiente (Lázaro, et al., s.d.).
Os pensamentos negativos estão interligados com as teorias de atribuição e a autoconfiança (Lázaro, et al., s.d.). Quanto menor a autoconfiança, mais negativamente os atletas enfrentarão as situações em competição (Lázaro, et al., s.d.). Os atletas com baixa autoconfiança apresentam muitas vezes como consequência, um mau rendimento, pois muitas vezes o seu foco de atenção está centrado em estímulos irrelevantes à sua tarefa (Lázaro, et al., s.d.). Nestas situações, o atleta poderá desenvolver uma imagem negativa de si próprio reveladora de insegurança e de uma má perceção de eficácia das suas capacidades desportivas (Lázaro, et al., s.d.).
Após uma competição, o atleta irá percecionar a sua prestação, atribuindo-lhe uma causa para a justificar. Quando um atleta tem uma boa prestação numa competição, a sua autoeficácia aumenta e este, como consequência, pensará de forma positiva (McAuley & Blissmer, 2002). Quando, pelo contrário, o atleta tem uma prestação de baixo rendimento, poderá reagir de forma negativa, diminuindo a autoeficácia (McAuley & Blissmer, 2002). O atleta pode desenvolver uma angústia em relação à próxima atuação e assim podem surgir-lhe pensamentos relativos à preocupação com a possibilidade de uma outra má atuação (Harris & Harris, 1987).
Os atletas ansiosos, muitas vezes, focalizam-se em todas as coisas que podem vir a correr mal, nas incapacidades e fraquezas que poderão surgir na competição e nas consequências de uma performance inferior (Frichknecht, 1990). Pode-se esperar que o mais provável é que a performance seja tão má como o atleta receou (Frichknecht, 1990).
Se um atleta evitar que a sua atenção se centre em pensamentos negativos, não sentirá tanta ansiedade e terá maior probabilidade de executar a tarefa no seu nível máximo (Cruz & Viana, 1996c).
Vários investigadores propõem algumas estratégias para combater os pensamentos negativos que “pairam” na mente dos atletas (Lázaro, et al., s.d.). Uma das estratégias passa pela paragem do pensamento que consiste na substituição dos pensamentos negativos pelos positivos ou pela canalização desses pensamentos para aspetos mais importantes da tarefa a realizar (Lázaro, et al., s.d.). Esta estratégia poderá ser associada ao sistema de reforços positivos, aumentando os níveis de motivação para uma boa prestação (Lázaro, et al., s.d.). Nideffer (1986) salienta que o negativismo surge nos atletas porque estes têm demasiado tempo para pensar. Quebrar a rotina dos seus pensamentos pode levar a que os atletas desenvolvam pensamentos positivos acerca da tarefa que estão a executar, conseguindo desta forma relaxar (Nideffer, 1986.).
A reestruturação cognitiva permite ajudar o atleta a reconhecer os seus pensamentos irracionais e ilógicos e, tendo em conta as instruções da paragem do pensamento, substituir ou modificar os pensamentos erróneos até se tornarem os mais adequados à situação (Lázaro, et al., s.d.). Quando um atleta apresenta sinais de medo ou tensão quanto a uma competição, deverá desenvolver para si um diálogo interno (self-talk) positivo, não tentando esconder as suas emoções, mas assumir o sentimento para que mais tarde, possa encarar esta situação como normal, motivando-se e focalizando a sua atenção para a tarefa (Lázaro, et al., s.d.). Antes de uma competição, se o atleta sentir-se ansioso não deve tentar focar a sua atenção procurando relaxar, pois o mais certo é não conseguir, mas aceitar este facto como normal e que não irá provocar prejuízos na sua prestação, procurando apenas focar a sua atenção nos aspetos relevantes da tarefa (Lázaro, et al., s.d.).
O mais importante é que o atleta seja capaz de identificar e substituir os pensamentos negativos por pensamentos alternativos. O primeiro passo é, então, o atleta estar consciente dos seus pensamentos, o que não é uma tarefa fácil, uma vez que a maioria das pessoas não está consciente dos seus pensamentos e muito menos do impacto que estes têm sobre os seus sentimentos e conduta (Williams, 1991).
Em relação aos pensamentos negativos, devemos ter em conta o papel do psicólogo que deverá ter uma influência junto dos atletas, não no sentido de evitar que eles pensem, mas de os ensinar a reconhecer e a controlar esses mesmos pensamentos, quer sejam positivos (e que deverão ser mantidos sem excessos), quer sejam negativos (que deverão ser substituídos ou reduzidos) (Lázaro, et al., s.d.). Outra estratégia a ser considerada é a paragem do pensamento, em que os pensamentos devem ser substituídos por pensamentos positivos ou o atleta deve focar-se em aspetos importantes da sua prestação.
Neste sentido, a Escola de Afetos fornece aos atletas e clubes desportivos avaliação psicológica, apoio psicológico e intervenção psicológica em grupo.
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde com uma dissertação em Psicologia do Desporto
Palestras sobre Violência no Namoro
Foi com muito gosto que a Escola de Afetos com a psicóloga Dra. Carolina Violas participou em duas palestras sobre violência no namoro direcionadas aos alunos do Agrupamento de Escolas de Loureiro, Oliveira de Azeméis.
Quando o tema é violência no namoro o objetivo é estabelecer os limites entre o que é amor e o que é violência. Embora possa parecer simples, nem sempre os jovens têm a noção desses limites e muitos vivem relações violentas convencidos de que é tudo normal, de que é amor.
Sabia que em 2015 a Polícia de Segurança Pública recebeu mais queixas por violência no namoro do que por violência doméstica?
Dados da PSP demostram que o número de participações de casos de violência no namoro aumentou para o dobro de 2013 para 2014, registando mais de quatro participações por dia em 2014.
Estudos recentes comprovam que a violência no namoro é algo sério e que está a aumentar em Portugal.
A violência psicológica é, por vezes, a que passa mais despercebida, no entanto acontece de diversas formas que podem até ser muito simples como pegar no telemóvel do companheiro/a sem autorização ou proibir o uso de determinadas peças de roupa, situações consideradas normais pelos jovens numa relação.
Num estudo da Fundação Calouste Gulbenkian com 456 jovens de 32 escolas do distrito do Porto, entre os 11 e os 18 anos, os resultados não foram animadores. Para além de avaliar se os jovens já experimentaram situações de violência no namoro, investigou também a sua perspetiva sobre o assunto: o que achavam de determinadas atitudes dentro de uma relação, o que era encarado violência e o que era encarado normal.
A violência psicológica não é apenas a única a ser considerada normal. Neste estudo 63 dos 456 jovens inquiridos acham natural a violência física desde que não deixe marcas. O número de rapazes a achar que a violência física é natural e legitimada é quase o dobro do número de raparigas.
Entre as respostas, evidencia-se ainda o facto de 31% dos rapazes contra 10% das raparigas encarar legítimo pressionar para ter relações sexuais, tendo 2% dos jovens já ter sido vítima deste comportamento.
Num estudo recente realizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) concluiu-se que quase um quarto (22%) dos jovens considera "normal" algumas das formas de violência. Neste estudo com 2.500 jovens, quase um terço dos rapazes (32,5%) acha legítimo exercer violência sexual e que 14,5% das raparigas não acha violência forçar um beijo ou sexo.
Este estudo inquiriu jovens do Porto, Braga e Coimbra e verificou que os rapazes legitimam mais os comportamentos violentos do que as raparigas e que 16% de ambos os sexos considera normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais.
Os adolescentes entre os 12 e os 18 anos do estudo revelaram que 7% já tinham sofrido algum tipo de violência nas suas relações de namoro e que a maior parte da violência é psicológica.
A violência física no namoro foi relatada por 5% do total dos adolescentes inquiridos e a violência sexual foi assumida por 4,5%.
Os dados deste estudo tornam-se preocupantes uma vez que o grupo de jovens tem uma idade média de 14 anos, o que se torna relevante estratégias de prevenção primária como palestras informativas e programas de prevenção para trabalhar estes temas com os jovens.
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
Síndrome de Asperger
A Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental, de base genética, estando hoje em dia dentro do espectro do Autismo (Lobo Antunes, 2012). Apesar de ser uma disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, ainda não existe marcador biológico, dessa forma o seu diagnóstico baseia-se em critérios comportamentais, sendo os mais utilizados os indicados no DSM-IV (Lobo Antunes, 2012).
Se quisermos resumir a Síndrome de Asperger diríamos que tem os seguintes sintomas (Lobo Antunes, 2012):
- dificuldade na interação social;
- dificuldade na comunicação verbal e não-verbal;
- dificuldade em criar empatia, isto é, “pôr-se na pele dos outros”;
- gestos, sons ou atividades repetitivas;
- hipersensibilidade aos estímulos sensoriais (sons, cheiros, luz ou texturas).
Relativamente à incidência entre os dois sexos, esta psicopatologia surge maioritariamente nos rapazes (Lobo Antunes, 2012).
Quanto ao seu surgimento, a maioria dos pais não reconhece nenhum problema durante os primeiros meses de vida, no entanto, existem casos em que a mãe suspeita nas primeiras horas de vida do bebé pela pobreza do contacto ocular (Lobo Antunes, 2012).
Quando são bebés, é frequente as mães comentarem que os bebés deram “más noites”, choros inconsoláveis, sonos breves e interrompidos pelo estímulo mais ligeiro (Lobo Antunes, 2012). Outras, narram bebés demasiado “bons“, “muito calminhos”, ao ponto de ficarem esquecidos no parque (Lobo Antunes, 2012).
Nestas crianças podem surgir dificuldades alimentares, podem recusar comer alimentos de uma determinada cor, comerem por partes, ou seja, primeiro o bife, depois o arroz e por fim as batatas e recusarem comer arroz de cenoura ou de ervilhas (Lobo Antunes, 2012).
A maioria das mães suspeitam que algo está errado entre os dois e os três anos de vida (Lobo Antunes, 2012). O problema mais comum é o atraso de linguagem, geralmente está presente em cerca de metade das crianças com Síndrome de Asperger num ponto do seu desenvolvimento (Lobo Antunes, 2012). Algumas destas crianças não têm linguagem espontânea, por exemplo são incapazes de dizer “mãe…água”, no entanto, podem saber nomear os logótipos dos diversos canais por cabo (Lobo Antunes, 2012). Certas crianças tendem a repetir o final das frases que ouvem, a este fenómeno chamamos ecolália, repetição como se de um eco se tratasse (Lobo Antunes, 2012).
Uma característica comum nestas crianças consiste na utilização de palavras sofisticadas, algo rebuscadas, em situações banais (Lobo Antunes, 2012). Os pais muitas vezes perguntam-se onde terão as crianças ouvido tais expressões (Lobo Antunes, 2012). A fonte dessas palavras está na televisão e em histórias infantis (Lobo Antunes, 2012).
As crianças com esta síndrome tendem a falar muito alto, mas de modo monótono, sem as inflexões de voz que traduzem as nossas emoções (Lobo Antunes, 2012).
As pessoas com Asperger não são bons ouvintes, têm uma tendência para o egocentrismo, pelo que poucas vezes prestarão muita atenção aos que os outros dizem, a não ser que o tema seja do seu interesse (Lobo Antunes, 2012). Assim, tendem a ser virados para si, tanto nas conversas como nos jogos (Lobo Antunes, 2012). As conversas com um Asperger são verdeiros monólogos, logo é difícil para eles fomentarem amizades (Lobo Antunes, 2012). Quanto a manifestações físicas de afeto são o oito ou o oitenta (Lobo Antunes, 2012). As zangas e as birras são frequentes, difíceis de controlar, estridentes na sua manifestação e muito embaraçosas para os pais (Lobo Antunes, 2012).
É importante salientar que nesta psicopatologia há gravidades distintas e variáveis, por exemplo, alguém com 60% desta perturbação aos 4 anos poderá ter 30% aos 15 (Lobo Antunes, 2012). É exatamente isso que esperamos que aconteça quando a criança inicia intervenção terapêutica (Lobo Antunes, 2012).
Neste sentido, a Escola de Afetos fornece consultas de avaliação psicológica e psicoterapia.
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar
Psicologia Infantil para Infantários
A Escola de Afetos fornece aos infantários o serviço de Psicologia Infantil, em que os técnicos se deslocam até às instituições para prestar o serviço de consulta de Psicologia Infantil.
Como é que a Psicologia Infantil pode ajudar a criança?
O psicólogo infantil trabalha com as crianças no sentido de oferecer um ambiente onde ela se sinta segura e aceite, onde pode expor os seus medos e falar dos seus sentimentos.
A psicologia infantil ajuda a criança a se restabelecer depois de um acontecimento traumático de forma mais saudável e também poderá orientar os pais para a continuação do processo de melhoria em casa.
Quais os comportamentos dos alunos que são indicadores da necessidade de consulta de Psicologia Infantil?
- Recusar-se a ir ao infantário
- Atraso de desenvolvimento
- Baixas competências sociais e pouco contacto ocular
- Chorar em demasia
- Excesso de necessidade de contato com a mãe ou pai
- Recusa em estar próximo de uma pessoa específica
- Comportamentos agressivos repentinos
- Demora em falar ou andar
- Xixi na cama
- Pesadelos
- Pedidos frequentes para dormir com os pais
501 Maneiras de Ser Bom Pai
Do livro “501 ways to be a good parent: from the frantic fours to the terrible twelves”, podemos retirar as “10 melhores coisas que pode dizer ao seu filho”, como por exemplo:
- Tu foste sempre uma alegria na minha vida!
- É bom contar o que nos acontece!
- Estou muito orgulhoso de ti, estiveste tão bem!
- Eu disse não.
- Não há problema em chorar ou sentirmo-nos tristes ou assustados!
- É normal errarmos e enganarmo-nos!
- És muito esperto em teres-te lembrado disso/em teres feito isso!
- Podes estar sem fazer nada!
- Eu gosto de ti como tu és!
- Eu amo-te!
Tente praticar estas palavras em casa com o seu filho!
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