Equitação Terapêutica



A Terapia Assistida por Cavalos (TAC) é uma intervenção que associa os conceitos base da equitação clássica com os fundamentos teóricos da reabilitação, cujos contributos se refletem a nível cognitivo, motor, relacional e psicossocial. As suas valências dividem-se em: hipoterapia, equitação terapêutica, equitação desportiva adaptada.

As sessões de equitação terapêutica são individuais ou em grupo (no máximo 6 elementos).

As sessões individuais de equitação terapêutica têm a duração máxima de 20/25minutos e as de grupo 60 minutos, dependendo da disponibilidade (física, psicológica e emocional) e maturidade do utente em questão.

Preferencialmente, a maior parte das sessões decorreram em contexto de picadeiro, mas sempre que a equipa considere que se justifique, outras atividades relacionadas com o contexto equestre poderão surgir no decorrer de cada sessão, sempre tendo em conta o melhor interesse do utente.

A equipa de equitação terapêutica é constituída por técnicos de equitação com fins terapêuticos e com formação especializada nas mais diversas áreas da saúde: psicólogos, fisioterapeutas, etc.

As equipas serão definidas tendo em conta as patologias apresentadas.

Sempre que se justifica a equipa de equitação terapêutica reúne com os restantes técnicos, que acompanham os utentes em outros contextos nos quais estão inseridos e onde frequentam outras terapias, numa lógica de cooperação, e potencialização da reabilitação dos mesmos.

É da responsabilidade do técnico de equitação terapêutica definir o plano de intervenção assim como a equipa que deverá acompanhá-lo durante as sessões.

Neste sentido, a Escola de Afetos em parceria com a Academia Equestre fornece aos seus clientes equitação terapêutica.

A Criança Negligenciada



A criança nos séculos precedentes foi vítima frequente de maus-tratos (Papalia, Feldman & Olds, 2009). A violência física e a violência sexual estão muitas vezes em conjunto, mas nem sempre ocorrem lado a lado (Papalia, Feldman & Olds, 2009). Os meninos sofrem mais de violência física e as meninas de violência sexual (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

A negligência com a criança é também uma forma de maus-tratos, estando ligada à carência afetiva e de cuidados (Papalia, Feldman & Olds, 2009). Os maus tratos podem levar a lesões dermatológicas, fraturas, hematomas, hipotrofia e atraso estaturo-ponderal (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

As crianças que sofrem de maus-tratos além do mau estado geral, mostram-se por vezes excessivamente medrosas, espreitando com o olhar a aprovação do adulto antes de se autorizarem o mínimo gesto, parecendo imobilizadas (Papalia, Feldman & Olds, 2009). Outras têm comportamentos agressivos em particular com crianças da sua idade ou menores, são “hiperativas”, instáveis e provocadoras (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

Os problemas emocionais mais efetivos são os medos, as dificuldades em adormecer, terrores noturnos, agitação, instabilidade e agressividade (Papalia, Feldman & Olds, 2009). Os quadros depressivos começam a ser também muito presentes (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

As dificuldades escolares – dificuldades de concentração, agitação, desconsideração às instruções – e o fracasso escolar são constantes. Pode surgir também défices na linguagem e isolamento social na escola (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

A desvalorização, a perda da autoestima e a culpabilidade são muito frequentes sendo as consequências mais notáveis (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

Estas crianças geralmente desenvolvem o sentimento que se os pais batem nelas é porque fizeram algo de errado e porque são crianças más (Papalia, Feldman & Olds, 2009). Elas sentem-se geralmente culpadas quando são vítimas de agressão e é esse sentimento de culpa que pode provocar um estado depressivo (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

Outras consequências psicológicas que estas crianças apresentam são as seguintes: têm dificuldades de desenvolver um sentimento de identidade estável, duvidam muito de si mesmos, menosprezam o que fazem, não se interessam em ter êxito em nenhuma tarefa, porque não acreditam na sua autoeficácia, e revelam défices na comunicação (Papalia, Feldman & Olds, 2009).

Relativamente aos pais destas crianças, são geralmente pais com uma infância infeliz, vítimas de maus-tratos também, mães imaturas, existe isolamento em relação aos outros familiares e os pais muitas das vezes sofrem de psicopatologia (alcoolismo, debilidade mental) (Papalia, Feldman & Olds, 2009).


Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar

A Atitude Competitiva no Desporto



A atitude é uma disposição mental determinada pela experiência de um sujeito, desencadeada por objetos ou situações (Thill, et al., 1989). Segundo Epuran (1988), a Federação Europeia de Psicologia do Desporto e das Atividades Corporais, considera que a atitude é uma predisposição subjetiva mental e motora, constante, estruturada ao longo do desenvolvimento do indivíduo, através da educação, influências socais, experiências, tendo por base a orientação específica do conhecimento, da afetividade e da vontade do sujeito.

Em termos práticos é a forma como o atleta encara a competição e a sua postura. O atleta não deve entrar para o jogo como derrotado, mas sim transmitir confiança aos seus colegas e treinador, pois a vitória deve ser um objetivo a atingir e não apenas um desejo.

Partington (1988) refere que a atitude competitiva – o desejo de ganhar e empenho do atleta – são alguns dos aspetos mais importantes para o sucesso na competição desportiva. Este autor analisou os pensamentos de atletas ao longo de vários anos e chegou à conclusão de que existe um grupo de atitudes que caracterizam os atletas de sucesso (Partington, 1988). As atitudes não são mais do que padrões de pensamentos que podem fazer a diferença entre um atleta de sucesso e um atleta de insucesso (Partington, 1988). O atleta, deve ver uma competição como uma situação com um conjunto de problemas a serem resolvidos prontamente (Partington, 1988). A resposta emocional dada a esses problemas pode ser a fonte de sucesso ou insucesso dos próprios atletas (Partington, 1988). Os atletas de sucesso são “pensadores disciplinados”, em que as suas atitudes promovem a energia positiva, como conseguem canalizá-la na direção pretendida (Partington, 1988).  

A atitude competitiva é muitas vezes relacionada com a agressividade. No entanto, esta agressividade está enquadrada numa perspetiva positivista, em que os atletas devem ter atitude para prosseguir nos seus objetivos (Carvalho & Vasconcelos-Raposo, 1998; Silva & Vasconcelos-Raposo, 2002).

O sucesso é uma fonte de inspiração para os atletas. Contudo, para chegar a ele, é preciso atitude; atitude para começar, conseguir e manter (Carvalho & Vasconcelos-Raposo, 1998).

Uma atitude ganhadora é baseada no compromisso para com a carreira e respetivas responsabilidades sociais e profissionais, estando alicerçada a intenção constante de melhoria individual ao serviço do coletivo (Araújo, 2002 cit. in Lázaro, et al., s.d.).

Neste sentido, a Escola de Afetos fornece aos atletas e clubes desportivos avaliação psicológica, apoio psicológico e intervenção psicológica em grupo.



Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde com uma dissertação em Psicologia do Desporto