O que é o Achismo?



O que é o achismo? É a tendência em avaliar as situações segundo as próprias opiniões ou intenções, muitas vezes sem justificação.

Não há razoabilidade, não tem racionalidade, não tem qualquer base de sustentabilidade!!!! Esta ciência da quase certeza, que nunca a chega a ser, é completamente vazia de conteúdo. Se é perigosa em qualquer contexto, no mundo organizacional ainda mais. Muitos empresários definem o caminho e a estratégia da empresa do seguinte modo:“Acho que deveríamos internacionalizar.”;“Acho que deveríamos apostar na inovação.”;“Acho que deveríamos focar no cliente.”;“Acho que deveríamos crescer.”

E o que está errado?

Como se pode ter sucesso se “acha” que o caminho a seguir é por “ali”? Imagine que tem uma empresa, junta a sua equipa, para comunicar a visão, a missão bem como a estratégia a implementar para alcançar os diversos objetivos e começa a reunião, transmitindo à equipa que acha que “esta” deve ser a visão e missão e que acha que a estratégia, ou seja, o caminho a seguir, deve ser por “ali”. 

O que pensará a sua equipa?

“Ele, o nosso líder, “acha”…, ele não acredita, ele não confia…”.
Acho... uma palavra que encerra em si mesma tanta incerteza, descrédito e falta de confiança, como pode ser utilizada por um líder?

É muito simples mudar. Para começar, treine e comece a deixar o achismo para trás e comunique com confiança usando “vamos”, "temos", "acredito", “queremos”.

Em qualquer negócio, o achismo é um passo para o insucesso e percebemos porquê, certo?

Nos dias de hoje, com uma economia global altamente competitiva nos diversos ramos de atividade, o achismo  não se compadece com uma organização moderna que pretenda conquistar o mercado ou novos mercados. 

Infelizmente, este tipo de liderança e gestão é mais comum do que imaginamos. É difícil encontrar empresas que tenham a boa prática de definir, com clareza, a sua visão e missão, bem como a sua estratégia empresarial. 

Muitas vezes ouvirmos “O que não é medido não é gerido”. É algo transversal nas empresas e na nossa vida em particular. Se quer atingir um objetivo, não basta defini-lo, tem que ter um plano de execução do mesmo, com tarefas ordenadas, datas de início e de conclusão, responsáveis definidos e um sistema de medição que ateste a boa implementação e execução do processo.

Fica a dica para aumentar os níveis de motivação dos seus colaboradores.


Referência: http://blog.ihavethepower.net/desenvolvimento-de-negocios/achismo-achologia-ciencia-quase-certeza/


Felicidade no Trabalho


Quer um local de trabalho mais produtivo? Experimente um pouco de felicidade. 

Hoje em dia, qualquer  organização tem que lidar com variadas complexidades no local de trabalho: várias gerações a trabalharem lado a lado, mudanças tecnológicas e de postos de trabalho, criar uma cultura organizacional que permita atrair novos talentos, promover a inovação e internacionalização, impulsionar a performance financeira e criar um ambiente de trabalho bom o suficiente para que os atuais colaboradores sejam retidos durante muito tempo.

O estudo da consultora mostra que para 70% dos colaboradores a nível global a felicidade no local de trabalho é o melhor ingrediente para uma experiência de trabalho única.

Para além disso 90% dos inquiridos nos EUA acham que deveria existir um "chief happiness officer", alguém que na organização se dedicasse 100% ao bem-estar dos colaboradores. 60% dos inquiridos admiten ainda que querem sentir-se mais envolvidos no seu local de trabalho.

Mas afinal como é que se consegue criar um ambiente de trabalho mais feliz para ter uma equipa mais produtiva?

Equilíbrio
Esta tem sido, provavelmente, a palavra mais utilizada na última década quando o tema é recursos humanos e bem-estar no trabalho. Mas não a podemos mais ignorar. Estamos sempre ligados a emails, chamadas telefónicas e notificações das redes sociais a toda a hora e em qualquer lugar. Mas quando é que estar sempre ligado se torna prejudicial para o colaborador e para o negócio?
Meio caminho andado para ter um local de trabalho mais feliz é ter uma equipa feliz. E para se conseguir isso deve-se promover um maior equilíbrio entre a vida pessoal e profissional dos colaboradores.

Empowerment
Um colaborador que sente que tem importância e que as suas ações podem mudar o rumo da empresa para melhor, é sem dúvida um colaborador mais feliz. Se tem confiança na equipa que contratou, permita-lhe que seja mais autónoma. Estabeleça objetivos e conseguirá assim dar autonomia à sua equipa sem sentir que está a perder o leme.

Oiça e aja quando necessário
Alguns dos maiores conflitos organizacionais são criados por ruídos de comunicação, designadas as falhas de comunicação.  Crie processos que permitam aos seus colaboradores comunicar de forma aberta e faça questão de ouvir aquilo que têm para lhe dizer. Mas a comunicação não é tudo. Na verdade é apenas uma parte da batalha. É importante que tome ações em relação aquilo que ouve dos seus colaboradores.

Em conclusão: a felicidade é o ponto de partida para maior produtividade.


Referência: Estudo "Workplace powered by Human Experience"  da consultora JLL.

DIA MUNDIAL DA SAÚDE MENTAL


Sabia que...?

A Ordem dos Psicólogos Portugueses apurou que:

- 20 milhões de embalagens de psicofármacos vendidas em Portugal em 2016
O registo de utentes com problemas de saúde mental nos centros de saúde mostra um padrão de aumento progressivo, comum às cinco regiões de saúde de Portugal continental, com predomínio de perturbações depressivas, seguidas de perturbações da ansiedade, sem que tenham sido implementadas estratégias de combate a esta realidade, nomeadamente no âmbito da prevenção, rastreio e intervenção precoce (mais barata e eficaz) em sede de cuidados de saúde primários, onde os psicólogos são fundamentais.

- Portugueses gastaram 216 milhões de euros em psicofármacos em 2016
O encargo do SNS na comparticipação dos psicofármacos em 2016 foi de 122 milhões de euros (56% do valor gasto). A falta de estratégia e de intervenção concertada leva ao aumento significativo do consumo de psicofármacos e aos gastos exorbitantes com estes medicamentos, que apenas promovem a redução de sintomas.

- Acontecem em média 3 suicídios por dia (confirmados)
Testemunham-se anualmente mais de 1.000 suicídios confirmados, parte deles, certamente, de pessoas com perturbações mentais.

- Parte significativa de pessoas com necessidade não recebe cuidados de saúde mental adequados
64,9% de pessoas com perturbações mentais moderadas e 33,6% de pessoas com perturbações graves não recebe cuidados de saúde mental adequados. Este é um dado demonstrativo da injustiça social – contrário aos princípios do SNS. É fundamental garantir o acesso das pessoas aos serviços de Psicologia, através de mais psicólogos nos diferentes níveis de cuidado.

- Aumento de perturbações mentais na população portuguesa
Elevada prevalência anual de perturbações mentais (22,9%), com predomínio para as perturbações da ansiedade (16,5%) e do humor (7,9%).

Referência:  Estudo da Ordem dos Psicólogos Portugueses

Inteligência Vestimentar na Esfera Organizacional




Cada organização tem uma imagem que pretende projetar, que provém da sua estratégia de marketing e que tem como objetivo um posicionamento competitivo no mercado. Cada empresa tem um código vestimentar, que é o espelho da sua cultura organizacional. Mais do que uma simples política, devemos ter em conta que o código pode simbolizar orgulho corporativo.

Se pretendemos integrar numa determinada organização, devemos trabalhar a nossa imagem para que  esta se encaixe na imagem corporativa. Faz parte das nossas responsabilidades e habilidades interpretar adequadamente o código vestimentar da empresa e incorporá-lo. É sem dúvida um sinal de inteligência vestimentar e uma competência que devemos trabalhar ao longo da nossa vida profissional.

A adaptação à organização não tem de ser um sinónimo de anulação. Existe sempre a possibilidade de colocarmos um cunho pessoal ao nosso outfit mas que não comprometam a credibilidade e profissionalismo da nossa imagem.

Urge desenvolver em cada colaborador, em cada líder a inteligência vestimentar profissional, para que a sua imagem se encaixe naquilo que deseja espelhar profissionalmente.

A capacidade de nos adaptarmos ao contexto e ao cargo é uma destreza que faz parte da inteligência vestimentar.

Quaisquer que sejam as matrizes da nossa vida profissional, nela encontramos diferentes contextos: escritório, reuniões internas e externas, ou seja, contato com as diversas hierarquias, diferentes tipos de clientes, fornecedores ou prestadores de serviços.

As suas escolhas matinais devem ter em conta os variados momentos profissionais do seu dia-a-dia. Cada um deles requer a imagem certa para criar elos de ligação com os diferentes interlocutores com que vai se relacionar ao longo do dia. Não vai querer criar uma imagem que afaste um potencial cliente pelo ar de superioridade e inacessibilidade ou por outro lado falta de profissionalismo e desleixo.

Seja inteligente e tente construir uma imagem inteligente, que espelhe todo o seu profissionalismo mas que sobretudo, também se adeque ao contexto e aos seus intervenientes.

Novo Serviço: Psicologia da Imagem e Inteligência Vestimentar


A nossa imagem pessoal e profissional  é marcada por inúmeras alterações ao longo da nossa vida como a nossa situação profissional, a morfologia do nosso corpo (gravidez), patologias, etc.

Albert Mehrabian (PEASE, 2005, p. 17), na década de 1950 constatou que em toda a comunicação interpessoal cerca de 7% da mensagem é verbal (apenas palavras), 38% é vocal incluindo tom de voz, inflexão e outros sons e 55% é não-verbal.

A comunicação não-verbal deve ser percebida como toda a comunicação que é efetuada através de múltiplos canais que estão para além das palavras, como gestos que fazemos, as nossas micro expressões, a nossa postura, a nossa imagem, o que vestimos e como vestimos, as cores que usamos, o nosso cheiro, entre outras coisas.

Sabendo que o vestuário  é uma forma de comunicação, por muito que se procure negar, o que vestimos tem uma carga de simbolismos que vão ser descodificados pelos nossos interlocutores, que os vão aceitar ou rejeitar. O vestuário é, por isso também uma forma de integração social e profissional. Vestir de forma profissional pode-nos conduzir à promoção que tanto desejávamos.

A inteligência vestimentar faz parte das competências não verbais, é a capacidade de saber qual a imagem que pretendemos projetar em diferentes contextos quer pessoais quer profissionais.