Inspiring Career Camp





Hoje participamos pela primeira vez no Inspiring Career Camp com a dinamização da psicóloga  Dra. Carolina Violas com os alunos das escolas de Ovar num projeto de educação e carreira, com parceria da Câmara Municipal de Ovar.

A Ansiedade


COMO É SENTIDA?
1.       através da nossa forma de pensar, no sentido em que os nossos pensamentos podem já estar viciados, tal qual um dado num jogo de tabuleiro, vendo perigo em situações que não representam ameaças; a preocupação é também um elemento fundamental, tida como uma “cadeia sem fim de pensamentos ansiosos contínuos e repetitivos” considerando algo de mau que pode vir a acontecer;
2.      através das nossas emoções, que envolvem sentimentos como medo, nervosismo ou apreensão, mas também a sensação de vergonha pelo facto de nos sentirmos ansiosos; na equação entra ainda a frustração, quando a ansiedade nos impede de fazer algo, ou a tristeza e desânimo quando esta se torna constante;
3.      através da reação física, que passa por um ritmo cardíaco mais acelerado, aperto no peito e respiração superficial, músculos tensos, tonturas ou fraquezas, calor e um certo desligamento do que se passa em nosso redor; outros sintomas incluem dores de cabeça, agitação, suor e cansaço;
4.      através do nosso comportamento, que inclui evitar situações com potencial para desencadear ansiedade, procurar a perfeição ou ser-se excessivamente controlador em relação a si e aos outros que o rodeiam.


COMO REDUZIR A ANSIEDADE?
Algumas estratégias  entram na categoria de estratégias fisiológicas, onde se incluem as seguintes propostas:
·         exercício físico, sendo que a sua prática regular é capaz de aliviar os sintomas depressivos e baixar os níveis de irritabilidade; os autores do livro sugerem 20 a 30 minutos de exercício de intensidade moderada três ou quatro vezes por semana;
·         relaxamento muscular progressivo, que ajuda a diminuir a tensão arterial e o batimento cardíaco, além de reduzir os níveis de cortisol e o cansaço e melhorar os ciclos de sono;
·       respiração (treino), que pode não ser eficaz para todos os tipos de transtornos, mas é uma boa ajuda para quem sofre de TAG; esta é uma estratégia de rotina e, tal como o exercício físico, deve ser regular;
·         atividades prazerosas, que “são uma boa ferramenta para usar contra a ansiedade, pois ajudam-no a cuidar de si e grande parte das vezes reduzem as reações físicas que sustentam a preocupação e a ansiedade”.


O QUE NÃO POSSO FAZER?

Isolar-se está fora de questão: além de ficar sem apoio, o facto de estar sozinho faz com que seja especialmente difícil ver as coisas em perspetiva. Na verdade, estar com outras pessoas permite ficar a par de pontos de vista à partida menos negativos do que o seu. E não, pensar em demasia nas coisas não é forma de aliviar a ansiedade, bem pelo contrário.
Outra coisa a evitar é consumo de álcool (ou de outras substâncias) para lidar com este tipo de problema. É que a sensação de diminuição de stress é, nestes casos, passageira, sendo que o álcool abranda o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso mas não induz a uma boa noite de sono.
Comer em demasia ou virar-se para doces e fast food também está longe de ser solução — há inclusive vários estudos que relacionam o stress com o aumento de peso. E por falar em excessos, quando estamos sob o efeito do stress, os nossos hábitos de consumo também podem ficar descontrolados.

Bibliografia: Como viver sem ansiedade do Dr. Lee Kannis- Dymand & Dra. Janet D. Carter






CONSULTA DE PSICOLOGIA DA IMAGEM: PORQUÊ?



Com as exigências da sociedade cada vez mais rígidas em relação à imagem e aparência, as pessoas aos poucos passam a perder a referência da imagem ideal e as suas expectativas começam a ficar focadas em modelos muito distantes da realidade.

A Psicologia da Imagem surge como um espelho imparcial do “eu real” que ajuda a criar caminhos para que seja possível alcançar o desejo do “eu ideal”.

O psicólogo vai trabalhar com os pacientes nesse ajuste entre o real e o ideal.

Além de promover o que é saudável físicamente e mentalmente, tal como em outras consultas, pratica a aceitação positiva incondicional do paciente, tendo em conta que quanto mais um sentimento é negado, mais inconsciente ele se torna e mais distorcida será a verdade.

Ao longo do processo terapêutico, o objetivo é que o paciente avalie a sua perceção do “eu real” (que nem sempre condiz com a realidade) e se aproxime mais do “eu desejado”, ou que torne o “eu desejado” mais realista e menos idealizado por influências externas como: feedbacks negativos, campanhas publicitárias, ideais de beleza inatingíveis e comparação com os seus ídolos.

A Consulta de Psicologia da Imagem é indicada para problemas com auto-estima ou mesmo para a melhorar, já que ela  é como um “sistema imunológico emocional” que precisa de ser alimentada saudavelmente. 

Outra área em que a Psicologia da Imagem pode ajudar é na entrada no mundo do trabalho promovendo uma adaptação positiva.

A Consulta de Psicologia da Imagem é também recomendada para crianças e adolescentes, a terapia ajuda em qualquer tipo de conflito com a auto-imagem (em especial, vítimas de bullying) além de acompanhar os processos de mudanças corporais na adolescência.

Aliado a isto também é importante nas perturbações do comportamento alimentar, perturbações emocionais, nas doenças crónicas, nas doenças de foro oncológico, ajudando na recuperação do paciente.

As sessões normalmente duram 50 minutos e são marcadas mediante as necessidades do paciente.


Cuide de si, a sua saúde mental agradece!



Carolina Violas
Psicóloga Clínica, Especialização em Gestão de Pessoas, Formadora certificada pelo IEFP, Formação em Consultoria de Imagem Pessoal e Profissional

ORTHOSOMNIA



Há um novo distúrbio do sono devido à utilização de apps. 

Tal como a vontade de querer ser o mais saudável possível pode dar origem a uma perturbação do comportamento alimentar – a ortorexia -, a preocupação em dormir as horas suficientes pode também trazer sérias consequências para a saúde.

De acordo com um artigo publicado recentemente no Journal of Clinical Sleep Medicine a utilização – quase que viciante – de aplicações móveis e pulseiras de monitorização de sono pode, na verdade, tirar o sono, surgindo a perturbação de sono que a ciência denomina de Orthosomnia - distúrbio de sono digital.

Tendo em conta este estudo dos cientistas da Rush University Medical School e da Feinberg School of Medicine nos Estados Unidos, que avaliaram três casos reais,  os resultados mostraram que a tentativa de controlar o que se dorme não só causa stress (algo que, por si só, tira o sono), como afeta o bem-estar geral das pessoas.

Os investigadores informam que ainda não há base científica que comprove a eficácia destes wearables e aplicações móveis.

Num dos casos em análise, o paciente sentia-se stressado porque a aplicação dizia que nunca dormia as 8 horas diárias recomendadas e  mesmo quando o sono tinha sido revigorante sentia-se com os mesmos níveis de ansiedade.

Para os cientistas, a tentativa de tornar o sono em algo quantificável em nada contribui para a nossa saúde e pode mesmo causar episódios recorrentes de insónia – patologia que, a longo prazo, pode causar sérios danos na nossa saúde mental.

No entanto, ressalvam que existe algo positivo nestes aparelhos, estes podem servir como gatilho para o diagnóstico de apneia do sono.

PSICOLOGIA DA IMAGEM: HUMOR


Sabemos que a nossa roupa faz parte da nossa linguagem não verbal, tal como o tom de voz e os nossos gestos.

Sendo assim as nossas roupas são a linguagem que utilizamos também para comunicar.

A psicóloga clínica Dra. Jennifer Baumgartner refere que a nossa roupa não envia apenas mensagens aos outros mas ao nosso cérebro. Então cada um de nós deve fazer a seguinte pergunta: O que a minha roupa diz sobre mim?

Ela sublinha que o que vestimos afeta o nosso comportamento e como elas podem ser um aliado para a nossa vida diária.

Em conclusão, se  quiser se sentir confiante, vista-se como uma pessoa confiante,  se  quer se sentir sexy, vista-se como uma pessoa sexy.

Da mesma forma, não vá para o outro extremo, ou seja, se se sente triste, não escolha "roupas tristes", ou o seu cérebro irá fazer o que é conhecido como profecia auto-realizável e o seu humor negativo ficará ainda pior.

Estudos mostram que 57% das mulheres que se sentem em baixo são suscetíveis a vestir um par de jeans e uma camisola deformada com mangas soltas.

Mas a forma como você se veste afeta a forma como você se vê e a forma como você se sente.

Na construção de sua imagem pessoal ou profissional, você pode realmente ter impacto sobre a sua motivação!

Também é essencial aprender mais sobre a psicologia das cores e descobrir, por exemplo, que o vermelho vai fazer com que o seu sangue corra mais rápido e o azul vai fazer se sentir mais calmo/a e baixar a pressão arterial. A cor que usa causa um impacto sobre si, enviando sinais para o seu cérebro.

Isso significa que pode se vestir de uma maneira que, por um lado, irá ajudá-lo/a a controlar a forma como se sente, e por outro lado, causar uma primeira impressão positiva sobre as outras pessoas. Exemplo: Se um empregador tem a expectativa em escolher um candidato, entre vários candidatos, baseado nas competências ou qualificações, ele ou ela tem mais probabilidade de escolher uma pessoa que está bem vestida para o trabalho, sabia?

A partir de agora, quando comprar roupas novas, pare para pensar sobre qual é a imagem que deseja alcançar e como isso pode afeta-lo/a e o que pode conseguir com ela.

A Escola de Afetos oferece o serviço de Consulta de Psicologia da Imagem.


Carolina Violas
Psicóloga Clínica, Especialização em Gestão de Pessoas, Formadora certificada pelo IEFP, Formação em Consultoria de Imagem Pessoal e Profissional