Inteligência Vestimentar na Esfera Organizacional




Cada organização tem uma imagem que pretende projetar, que provém da sua estratégia de marketing e que tem como objetivo um posicionamento competitivo no mercado. Cada empresa tem um código vestimentar, que é o espelho da sua cultura organizacional. Mais do que uma simples política, devemos ter em conta que o código pode simbolizar orgulho corporativo.

Se pretendemos integrar numa determinada organização, devemos trabalhar a nossa imagem para que  esta se encaixe na imagem corporativa. Faz parte das nossas responsabilidades e habilidades interpretar adequadamente o código vestimentar da empresa e incorporá-lo. É sem dúvida um sinal de inteligência vestimentar e uma competência que devemos trabalhar ao longo da nossa vida profissional.

A adaptação à organização não tem de ser um sinónimo de anulação. Existe sempre a possibilidade de colocarmos um cunho pessoal ao nosso outfit mas que não comprometam a credibilidade e profissionalismo da nossa imagem.

Urge desenvolver em cada colaborador, em cada líder a inteligência vestimentar profissional, para que a sua imagem se encaixe naquilo que deseja espelhar profissionalmente.

A capacidade de nos adaptarmos ao contexto e ao cargo é uma destreza que faz parte da inteligência vestimentar.

Quaisquer que sejam as matrizes da nossa vida profissional, nela encontramos diferentes contextos: escritório, reuniões internas e externas, ou seja, contato com as diversas hierarquias, diferentes tipos de clientes, fornecedores ou prestadores de serviços.

As suas escolhas matinais devem ter em conta os variados momentos profissionais do seu dia-a-dia. Cada um deles requer a imagem certa para criar elos de ligação com os diferentes interlocutores com que vai se relacionar ao longo do dia. Não vai querer criar uma imagem que afaste um potencial cliente pelo ar de superioridade e inacessibilidade ou por outro lado falta de profissionalismo e desleixo.

Seja inteligente e tente construir uma imagem inteligente, que espelhe todo o seu profissionalismo mas que sobretudo, também se adeque ao contexto e aos seus intervenientes.

Novo Serviço: Psicologia da Imagem e Inteligência Vestimentar


A nossa imagem pessoal e profissional  é marcada por inúmeras alterações ao longo da nossa vida como a nossa situação profissional, a morfologia do nosso corpo (gravidez), patologias, etc.

Albert Mehrabian (PEASE, 2005, p. 17), na década de 1950 constatou que em toda a comunicação interpessoal cerca de 7% da mensagem é verbal (apenas palavras), 38% é vocal incluindo tom de voz, inflexão e outros sons e 55% é não-verbal.

A comunicação não-verbal deve ser percebida como toda a comunicação que é efetuada através de múltiplos canais que estão para além das palavras, como gestos que fazemos, as nossas micro expressões, a nossa postura, a nossa imagem, o que vestimos e como vestimos, as cores que usamos, o nosso cheiro, entre outras coisas.

Sabendo que o vestuário  é uma forma de comunicação, por muito que se procure negar, o que vestimos tem uma carga de simbolismos que vão ser descodificados pelos nossos interlocutores, que os vão aceitar ou rejeitar. O vestuário é, por isso também uma forma de integração social e profissional. Vestir de forma profissional pode-nos conduzir à promoção que tanto desejávamos.

A inteligência vestimentar faz parte das competências não verbais, é a capacidade de saber qual a imagem que pretendemos projetar em diferentes contextos quer pessoais quer profissionais.

Meditação para Adultos




“…as crianças são cópias fiéis dos adultos com quem convivem.”
(Isabel Leal, 2015)


Para que a técnica de meditação entre na vida de um adulto com objetividade e sucesso, é necessário antes demais que haja uma prática regular, ou seja, alguns momentos todos os dias (Leal, 2015). O ideal é logo pela manhã entre 5 a 20 minutos (Leal, 2015).

É importante que os mais velhos pratiquem relaxamento e meditação todos os dias para que haja treino e expansão da consciência (Leal, 2015). Ensinar os mais pequenos a praticar meditação é antes de mais dar o exemplo (Leal, 2015). A meditação é uma técnica que deve ser treinada para começarmos a ver resultados (Leal, 2015). Esta ferramenta permite conhecermo-nos melhor e mais profundamente (Leal, 2015). A mente com o tempo torna-se mais disciplinada, o ser mais calmo e há um reflexo imediato no bem-estar e na saúde (Leal, 2015). 

Alguns estudos indicam que apenas utilizamos 10% das nossas capacidades, havendo 90% que ainda não está explicado (Leal, 2015).

As pessoas que não praticam meditação, podem achar uma perda de tempo e um incómodo para o corpo, pois não sabem o que fazer e como lidar com os incómodos físicos, por vezes é-lhes difícil pois a irrequietude da mente traz a impaciência e a irrequietude física (Leal, 2015).

A mente também é um continum de energia, processa pensamentos, conhecimento e informação e não pode ser paradas mas é fundamental ser disciplinada e educada (Leal, 2015).

Com rigor e método, aos poucos a meditação leva-nos ao encontro da tranquilidade e paz, em que existem momentos de silêncio que nos permitem observar o que se passa na mente (Leal, 2015).

Eis algumas das questões que deve fazer quando medita: “Que tipo de relação a mente mantem com tudo o que a rodeia? Quais os pensamentos diários? O que pensa de si mesmo? Como resolve as suas dúvidas? Que tipo de relacionamentos mantém? Que objetivos gostaria de alcançar? É feliz?” (citando Isabel Leal, 2015, pág. 18).

Para constatar mudanças deve ter um caderno de registos (Leal, 2015). Todas as experiências sejam elas vistas, ouvidas ou sentidas durante os momentos de meditação devem ser anotados (Leal, 2015).

Através da meditação é possível compreender o potencial, a força, a concentração, a vocação, a missão e tomar decisões mais conscientes sobre o futuro (Leal, 2015). Quanto mais praticamos a meditação mais podemos descobrir sobre nós, os que nos rodeiam e como agir com bom coração (Leal, 2015). A utilização do coração em pleno só ocorre quando a consciência para o fazer estiver desenvolvida (Leal, 2015).





Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar 

Bibliografia: Meditação e Relaxamento para Crianças de Isabel Leal


Meditação e Relaxamento para Crianças



O relaxamento e a meditação são práticas simples, naturais, eficazes, promotoras de saúde, equilíbrio, pacificação e bem-estar (Leal, 2015). A meditação é uma excelente ferramenta para promover o autoconhecimento e desenvolver o equilíbrio (Leal, 2015). Estas práticas podem ser utilizadas em casa, na escola, em hospitais e clinicas ou infantários.

A Europa não tem raiz cultural e hereditária na utilização destas técnicas (Leal, 2015). Os ensinamentos sobre relaxamento e meditação assentam sobretudo na postura corporal, respiração, foco, concentração e música (Leal, 2015).

Quando falamos em meditação, a imagem que nos vem à mente é a posição de lótus, ou seja, a posição em que o individuo está sentado de pernas cruzadas, as mãos colocadas sobre o regaço em mudra e com os olhos fechados (Leal, 2015). Na verdade, esta pode ser realizada a andar, a cozinhar, sentado ou deitado (Leal, 2015). Também é possível meditar de olhos abertos, embora tal exija maior concentração e por esse motivo apenas praticantes avançados o fazem (Leal, 2015).

Um dos benefícios da prática de meditação a partir de tenra idade é oferecer momentos de clareza mental, ajudar a perceber qual o rumo a seguir, o que estudar, com quem casar, em que país viver, em que área social ajudar, que hobbies ter e quais os momentos de criatividade que permitem bem-estar e plenitude (Leal, 2015). Este tipo de técnicas realizadas de forma regular colocam qualquer ser humano em íntima união com os seus sentimentos e com o seu propósito de vida (Leal, 2015).

Hoje em dia, há estudos científicos que comprovam que o relaxamento e a meditação melhoram as componentes de atenção, a capacidade de definir prioridades, a organização de tarefas e a persecução de objetivos estabelecidos (Leal, 2015).

Os médicos recomendam cada vez mais a prática do relaxamento e da meditação, pois é uma forma genuína de reduzir o stresse, manter o foco, desenvolver capacidades mentais e até na prevenção de doenças (Leal, 2015).



Quais são os benefícios que pode esperar do relaxamento e da meditação? (Leal, 2015)

· Autodisciplina

· Autoestima

· Autoafirmação

· Paz interior

· Poder pessoal

· Criatividade

· Gestão de stresse

· Gestão emocional

· Foco

· Melhoria das condições de sono

· Amplitude da consciência

· Equilíbrio na hiperatividade e no défice de atenção

· Gestão de expectativas

· Relações familiares saudáveis





Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar

Bibliografia: Meditação para Crianças de Isabel Leal




Dia da Mulher



Hoje comemora-se o Dia Internacional da Mulher.
 
Neste dia é essencial referir algumas atividades gratificantes para aumentar o seu bem-estar, tais como (Pérsico, 2011):
 
Identificar pensamentos negativos que ocupam a nossa mente (Pérsico, 2011). Se o problema em questão não tem solução, como partir uma perna, devemos nos preocupar como resolver determinadas questões, como ir às compras, mas nunca ficarmos a pensar no que não poderemos fazer nessa situação, isso é preocupar-nos por gosto (Pérsico, 2011). Em vez disso, devemos pensar naquilo que podemos fazer com aquela limitação (ler, coser, ver televisão, falar ao telefone, fazer um quebra-cabeças, jogar solitário, convidar gente para vir até nossa casa, etc. ) (Pérsico, 2011).
 
 Relacionar-se com outras pessoas, pois o afeto é uma emoção positiva (Pérsico, 2011). Ter amigos, dar-se com pessoas de todas as idades, trocar pontos de vista e criar laços afetivos favorece o bem-estar psicológico (Pérsico, 2011). O apoio mútuo reforça a própria segurança (Pérsico, 2011). O isolamento e a solidão são afetos negativos que prejudicam na recuperação de doenças (Pérsico, 2011).

 Praticar atividades desportivas, como caminhadas, dança, aeróbica, natação e outras, pois há atividades que se pode praticar toda a vida como a hidroginástica, que é um desporto com efeito massajador e que melhora o sistema cardio-respiratório, a perceção corporal e a coordenação motora e principalmente a condição física (Pérsico, 2011). 
 
 Ter passatempos, existem centenas de passatempos agradáveis: colecionar selos, tocar um instrumento musical, jogar às cartas, fazer objetos em cerâmica, pintar, viajar, ter uma horta, cozinhar, são apenas alguns exemplos (Pérsico, 2011). Graças a estas atividades pode ter muitos momentos de alegria, de gratificação (Pérsico, 2011).


A Escola de Afetos deseja-lhe um Feliz Dia da Mulher!

Março: Mês da Mulher



Durante o mês de março a Escola de Afetos oferece a todas as mulheres um desconto de 20% nas consultas de Psicologia!

Aproveite!

Ansiedade de Separação



“Mãe, fica comigo!”


O medo e a ansiedade fazem parte do desenvolvimento e como afirma Bowlby, a Ansiedade de Separação é uma sequência normal do desenvolvimento da criança, uma necessidade vital para o ser humano.


Mas então, o que sentem as crianças com Ansiedade de Separação?


O que separa o normal do patológico?


Que atividades e estratégias poderão ser implementadas?


As crianças que têm Ansiedade de Separação sentem-se sozinhas na ausência das suas figuras de referência. Mas então, o que é que isto significa? Significa que é preciso que a criança tenha a representação mental dos seus pais, que os consiga imaginar, sentir a sua presença, quando eles, por alguma razão, têm de se ausentar fisicamente. Mas, para que a criança adquira esta representação mental, é preciso que os laços afetivos, o apego que vai construindo (a sua vinculação) seja feito de uma forma segura, utilizando as figuras de referência (principalmente a mãe) como base segura a partir da qual exploram o meio.


A simples presença do medo de separar-se da mãe, pai ou qualquer outra figura de forte ligação afetiva não é necessariamente sinal de patologia emocional, pelo contrário, faz parte do desenvolvimento infantil. No entanto, a Ansiedade de Separação só se torna numa perturbação quando as reações de medo e de ansiedade perante a separação de uma das figuras de forte ligação ou perspetiva de separação da mesma, passam a comprometer a adaptação e o desenvolvimento infantil, em função do estádio em que se encontra. Isto significa, que nos devemos preocupar quando a criança tiver medos persistentes e excessivos; quando os sintomas provocam mal-estar considerável à criança/família; quando estas manifestações interferem com a sua capacidade de desempenho ou envolvimento em contextos/tarefas que a criança evita ou enfrenta com muito sofrimento; quando algumas queixas se mantêm, sem a existência de uma causa médica.


O que é então a Perturbação da Ansiedade de Separação?


Esta perturbação caracteriza-se pelo medo e angústia excessiva e intensa perante a separação ou a ideia de separação das figuras de referência, podendo traduzir-se em dificuldades em adormecer (pesadelos), medo de ficar sozinha, dificuldades de interação social e recusa em ir à escola. São crianças que estão constantemente e excessivamente a necessitar de atenção. Porém, para que esta ansiedade seja considerada uma perturbação, ela deve interferir no funcionamento da vida diária da criança, repercutindo negativamente também na rotina e bem-estar dos seus cuidadores.


O DSM-IV estabelece uma série de critérios para o diagnóstico da Perturbação de Ansiedade de Separação. Pelo menos três critérios devem estar presentes em relação ao afastamento de casa ou dos pais. Dentro dos sintomas estão o sofrimento excessivo e recorrente diante da ocorrência ou iminência de afastamento; preocupações persistentes e excessivas acerca de perigos envolvendo os pais ou a si mesmo; recusa ou resistência a ir desacompanhado para a escola ou outros locais; temor em ficar sozinho em casa; preocupação persistente e excessiva acerca de perder ou sobre possíveis perigos envolvendo as figuras de apego; medo excessivo de que um evento indesejado ocasione a separação das pessoas com quem se vincula (como perder-se ou ser sequestrado); repetidas queixas de sintomas somáticos (sintomas sem comprovação médica, como dores de cabeça e abdominais) quando a separação de figuras importantes de vinculação ocorre ou é prevista; pesadelos repetidos envolvendo a possibilidade de separação e relutância ou recusa persistente a ir dormir sem a presença de uma figura de vinculação.


Outros critérios relevantes são o prejuízo funcional e significativo em áreas da vida da criança (como o escolar e o social), a duração dos sintomas de pelo menos quatro semanas e que ele não ocorra durante outras psicopatologias.


Diante da ocorrência ou previsão de afastamento dos pais ou das figuras de vinculação, a criança com esta perturbação tende a apresentar um medo irreal de que algo muito mau aconteça com eles ou com os seus pais que impediria o reencontro com eles. Os medos mais frequentes são ferimentos graves, morte e rapto, que podem suceder até mesmo durante o sono, perturbando-a. Ao mesmo tempo, as crianças tendem a seguir e perseguir os pais dentro de casa, recusam-se a dormir sozinhas ou a saírem de casa desacompanhadas. Muitas vezes, diante da separação dos pais ou na antecipação da mesma, sentem uma saudade sufocante que ocasionam sintomas corporais como dores de cabeça, náuseas e dores de barriga.


Como pai ou mãe o que posso fazer?


Deve:


· Construir um espaço seguro, agradável e acolhedor, que deverá ser o quarto da criança;


· Ter uma disponibilidade afetiva e corporal para a criança;


· Proporcionar à criança objetos, que lhe transmitam segurança;


· Utilizar constantemente o reforço positivo;


· Estimular a sua capacidade de iniciativa e atitude crítica, através de elogios, propostas de atividades e perguntas que promovam o seu diálogo;


· Aumentar o seu sentimento de segurança e autoconfiança, motivando-a nos seus interesses e proporcionando-lhe atividades que lhe dão prazer e onde tem um bom desempenho, intercalando com atividades em que tem mais dificuldades, mostrando-lhe que também é capaz de as realizar;


· Promover a socialização com os pares.



Também pode realizar algumas atividades com a criança que promovam o seu bem-estar. As atividades com as crianças que possuem Ansiedade de Separação devem ser dinâmicas e provocar uma maior autoestima e autoconfiança naquilo que fazem e no que são capazes de alcançar. Nesse sentido de melhorar o desenvolvimento da criança e da relação pais-filho deve utilizar atividades criativas e expressivas com a criança como a dramatização, mímicas, música, dança, jogos de construção, entre outros. Também deve ajudar a criança nas atividades de relaxamento como as técnicas de relaxamento de Jacobson para crianças e o treino da respiração.


Em conclusão, todos nós podemos ter medos, mas a duração, a intensidade e a frequência com que ocorrem é que determinam se é uma perturbação e, se assim for, será necessária a intervenção técnica especializada. Esta intervenção deve implicar a participação da família, de um psicólogo, dos educadores e das pessoas que cuidam diretamente da criança, devendo estar todos envolvidos desde o início do processo.


Neste sentido, a Escola de Afetos fornece consultas de avaliação psicológica e psicoterapia.




Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar

 

Os Pensamentos Negativos nos Atletas



Numa semana em que surgiu a notícia que um treinador dos melhores clubes de futebol do mundo recomendou a um dos seus atletas o acompanhamento psicológico para melhorar o seu rendimento desportivo, iremos de seguida refletir a influência dos pensamentos negativos no rendimento desportivo e a importância do psicólogo para ajudar os atletas nesta problemática.


O negativismo desencadeia pensamentos inapropriados, irracionais e contra-produtivos (Loehr, 1986). Estes canalizam a atenção para pensamentos erróneos e de dúvidas, estando estes ligados a baixos níveis de rendimento (Loehr, 1986).


Hoje em dia, a competição desportiva requer que os atletas façam uma avaliação sistemática do seu valor (Lázaro, et al., s.d.). Os atletas antes, durante e após a competição desenvolvem vários pensamentos (Lázaro, et al., s.d.). Estes pensamentos são de grande importância na medida em que não influenciam apenas a sua prestação (pensamentos antes e durante a prestação), mas também a forma como vão enfrentar o próximo treino ou competição (pensamentos pós-competitivos), tendo sempre em linha de conta o significado que concederam ao resultado presente da competição (Lázaro, et al., s.d.).


Saber controlar emoções negativas como o medo, a fúria, a frustração, o ressentimento e a raiva é preponderante para o sucesso desportivo (Fleury, 1998; Loehr, 1986). Os pensamentos negativos ou elevados níveis de energia negativa provocam tensão nos músculos, alteram o estado mental e a visão resultando num inapropriado tipo de foco mental (Loehr, 1986). Estar relaxado e concentrado é uma forma do atleta manter a energia negativa em valores mínimos (Loehr, 1986).


Os nossos pensamentos estão interligados com as nossas reações fisiológicas, as nossas expectativas e os nossos comportamentos (Cruz & Viana, 1996b). Torna-se fundamental saber até que ponto um atleta se condiciona a si próprio por acreditar que aquilo que pensa constitui a realidade, isto é, numa competição, não é a imagem de ser avaliado negativamente por milhões de espectadores que poderá influenciar as capacidades de um atleta e levá-lo a cometer o erro de falhar, mas sim o facto do atleta acreditar que todos os espectadores o estão a fazer (Cruz & Viana, 1996b).


Os pensamentos distorcidos e erróneos dos atletas com baixa autoconfiança levam a que estes desenvolvam sentimentos negativos e tenham uma execução deficiente (Lázaro, et al., s.d.). 


Os pensamentos negativos estão interligados com as teorias de atribuição e a autoconfiança (Lázaro, et al., s.d.). Quanto menor a autoconfiança, mais negativamente os atletas enfrentarão as situações em competição (Lázaro, et al., s.d.). Os atletas com baixa autoconfiança apresentam muitas vezes como consequência, um mau rendimento, pois muitas vezes o seu foco de atenção está centrado em estímulos irrelevantes à sua tarefa (Lázaro, et al., s.d.). Nestas situações, o atleta poderá desenvolver uma imagem negativa de si próprio reveladora de insegurança e de uma má perceção de eficácia das suas capacidades desportivas (Lázaro, et al., s.d.). 


Após uma competição, o atleta irá percecionar a sua prestação, atribuindo-lhe uma causa para a justificar. Quando um atleta tem uma boa prestação numa competição, a sua autoeficácia aumenta e este, como consequência, pensará de forma positiva (McAuley & Blissmer, 2002). Quando, pelo contrário, o atleta tem uma prestação de baixo rendimento, poderá reagir de forma negativa, diminuindo a autoeficácia (McAuley & Blissmer, 2002). O atleta pode desenvolver uma angústia em relação à próxima atuação e assim podem surgir-lhe pensamentos relativos à preocupação com a possibilidade de uma outra má atuação (Harris & Harris, 1987).


Os atletas ansiosos, muitas vezes, focalizam-se em todas as coisas que podem vir a correr mal, nas incapacidades e fraquezas que poderão surgir na competição e nas consequências de uma performance inferior (Frichknecht, 1990). Pode-se esperar que o mais provável é que a performance seja tão má como o atleta receou (Frichknecht, 1990).


Se um atleta evitar que a sua atenção se centre em pensamentos negativos, não sentirá tanta ansiedade e terá maior probabilidade de executar a tarefa no seu nível máximo (Cruz & Viana, 1996c).


Vários investigadores propõem algumas estratégias para combater os pensamentos negativos que “pairam” na mente dos atletas (Lázaro, et al., s.d.). Uma das estratégias passa pela paragem do pensamento que consiste na substituição dos pensamentos negativos pelos positivos ou pela canalização desses pensamentos para aspetos mais importantes da tarefa a realizar (Lázaro, et al., s.d.). Esta estratégia poderá ser associada ao sistema de reforços positivos, aumentando os níveis de motivação para uma boa prestação (Lázaro, et al., s.d.). Nideffer (1986) salienta que o negativismo surge nos atletas porque estes têm demasiado tempo para pensar. Quebrar a rotina dos seus pensamentos pode levar a que os atletas desenvolvam pensamentos positivos acerca da tarefa que estão a executar, conseguindo desta forma relaxar (Nideffer, 1986.).


A reestruturação cognitiva permite ajudar o atleta a reconhecer os seus pensamentos irracionais e ilógicos e, tendo em conta as instruções da paragem do pensamento, substituir ou modificar os pensamentos erróneos até se tornarem os mais adequados à situação (Lázaro, et al., s.d.). Quando um atleta apresenta sinais de medo ou tensão quanto a uma competição, deverá desenvolver para si um diálogo interno (self-talk) positivo, não tentando esconder as suas emoções, mas assumir o sentimento para que mais tarde, possa encarar esta situação como normal, motivando-se e focalizando a sua atenção para a tarefa (Lázaro, et al., s.d.). Antes de uma competição, se o atleta sentir-se ansioso não deve tentar focar a sua atenção procurando relaxar, pois o mais certo é não conseguir, mas aceitar este facto como normal e que não irá provocar prejuízos na sua prestação, procurando apenas focar a sua atenção nos aspetos relevantes da tarefa (Lázaro, et al., s.d.).


O mais importante é que o atleta seja capaz de identificar e substituir os pensamentos negativos por pensamentos alternativos. O primeiro passo é, então, o atleta estar consciente dos seus pensamentos, o que não é uma tarefa fácil, uma vez que a maioria das pessoas não está consciente dos seus pensamentos e muito menos do impacto que estes têm sobre os seus sentimentos e conduta (Williams, 1991).


Em relação aos pensamentos negativos, devemos ter em conta o papel do psicólogo que deverá ter uma influência junto dos atletas, não no sentido de evitar que eles pensem, mas de os ensinar a reconhecer e a controlar esses mesmos pensamentos, quer sejam positivos (e que deverão ser mantidos sem excessos), quer sejam negativos (que deverão ser substituídos ou reduzidos) (Lázaro, et al., s.d.). Outra estratégia a ser considerada é a paragem do pensamento, em que os pensamentos devem ser substituídos por pensamentos positivos ou o atleta deve focar-se em aspetos importantes da sua prestação.


Neste sentido, a Escola de Afetos fornece aos atletas e clubes desportivos avaliação psicológica, apoio psicológico e intervenção psicológica em grupo.




Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde com uma dissertação em Psicologia do Desporto

 

Mediação Familiar






O Serviço de Mediação Familiar pretende ser um meio alternativo de resolução de conflitos/ litígios, em que as partes, com a orientação do mediador (devidamente habilitado com curso reconhecido pelo Ministério da Justiça), chegarão por si só a um entendimento e solução benéfica para ambos através de um acordo.

O que é a Mediação?
A Mediação Familiar é um meio de resolução alternativa de litígios provenientes de relações familiares. É um processo extrajudicial, confidencial e voluntário.


Quais as matérias que poderão ser abrangidas?

Processos de separação/ divórcio;

Reconciliação de cônjuges separados;

Regulação, alteração e incumprimento das Responsabilidades Parentais;

Atribuição e alteração de alimentos, provisórios ou definitivos;

Promoção da comunicação entre os diversos membros da família;

Resolver conflitos familiares (Pais, Filhos, Irmãos, Avós, etc.);

Atribuição de Casa de Morada de Família;

Outras situações da esfera privada da Família.


Quais as vantagens da Mediação Familiar?

Custo reduzido;

Confidencialidade, reserva da vida privada;

Rapidez e eficácia na obtenção de acordo satisfatório para ambas as partes;

Informalidade, contacto próximo e simplificado entre o mediador e os mediados;

Flexibilidade de horário.


Quais as etapas do processo de Mediação Familiar?


1. A Mediação só é possível se ambas as partes aceitarem submeter-se ao processo de comum acordo e de forma voluntária;


2. Explicitação de Direitos e Deveres esclarecimento sobre como se desenrola o processo de mediação, princípios e regras;


3. Identificação dos problemas existentes;


4. Identificação de alternativas;


5. Negociação com vista ao acordo;


6. Elaboração do acordo e aceitação do mesmo;


7. Homologação do acordo de forma a conferir-lhe um estatuto legal.



A Escola de Afetos fornece este serviço aos seus clientes todas as terças-feiras e quintas-feiras de tarde mediante marcação prévia, o seu honorário é 40€ por cada sessão, havendo um desconto de 15% para utentes desempregados inscritos no IEFP, beneficiários do RSI e pensionistas.

Palestras sobre Violência no Namoro


 
Foi com muito gosto que a Escola de Afetos participou em duas palestras sobre violência no namoro direcionadas aos alunos do Agrupamento de Escolas de Loureiro, Oliveira de Azeméis.
 
Quando o tema é violência no namoro o objetivo é estabelecer os limites entre o que é amor e o que é violência. Embora possa parecer simples, nem sempre os jovens têm a noção desses limites e muitos vivem relações violentas convencidos de que é tudo normal, de que é amor.
 
Sabia que em 2015 a Polícia de Segurança Pública recebeu mais queixas por violência no namoro do que por violência doméstica?
 
Dados da PSP demostram que o número de participações de casos de violência no namoro aumentou para o dobro de 2013 para 2014, registando mais de quatro participações por dia em 2014.
 
Estudos recentes comprovam que a violência no namoro é algo sério e que está a aumentar em Portugal.
 
A violência psicológica é, por vezes, a que passa mais despercebida, no entanto acontece de diversas formas que podem até ser muito simples como pegar no telemóvel do companheiro/a sem autorização ou proibir o uso de determinadas peças de roupa, situações consideradas normais pelos jovens numa relação.
 
Num estudo da Fundação Calouste Gulbenkian com 456 jovens de 32 escolas do distrito do Porto, entre os 11 e os 18 anos, os resultados não foram animadores. Para além de avaliar se os jovens já experimentaram situações de violência no namoro, investigou também a sua perspetiva sobre o assunto: o que achavam de determinadas atitudes dentro de uma relação, o que era encarado violência e o que era encarado normal.
 
A violência psicológica não é apenas a única a ser considerada normal. Neste estudo 63 dos 456 jovens inquiridos acham natural a violência física desde que não deixe marcas. O número de rapazes a achar que a violência física é natural e legitimada é quase o dobro do número de raparigas.
 
Entre as respostas, evidencia-se ainda o facto de 31% dos rapazes contra 10% das raparigas encarar legítimo pressionar para ter relações sexuais, tendo 2% dos jovens já ter sido vítima deste comportamento.
 
Num estudo recente realizado pela União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) concluiu-se que quase um quarto (22%) dos jovens considera "normal" algumas das formas de violência. Neste estudo com 2.500 jovens, quase um terço dos rapazes (32,5%) acha legítimo exercer violência sexual e que 14,5% das raparigas não acha violência forçar um beijo ou sexo.
 
Este estudo inquiriu jovens do Porto, Braga e Coimbra e verificou que os rapazes legitimam mais os comportamentos violentos do que as raparigas e que 16% de ambos os sexos considera normal forçar o/a companheiro/a a ter relações sexuais.
  
Os adolescentes entre os 12 e os 18 anos do estudo revelaram que 7% já tinham sofrido algum tipo de violência nas suas relações de namoro e que a maior parte da violência é psicológica.
 
 A violência física no namoro foi relatada por 5% do total dos adolescentes inquiridos e a violência sexual foi assumida por 4,5%.
  
Os dados deste estudo tornam-se preocupantes uma vez que o grupo de jovens tem uma idade média de 14 anos, o que se torna relevante estratégias de prevenção primária como palestras informativas e programas de prevenção para trabalhar estes temas com os jovens.
 
 
 
Texto escrito por Carolina Violas, Psicóloga Clínica, Pós-Graduada em Psicologia Escolar